Premiê tunisiano e ministro Miguel Jorge promovem relações bilaterais

Túnis, 29 jan (EFE).- O primeiro-ministro tunisiano, Mohamed Ghannouchi, recebeu hoje o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que chegou na quarta-feira de visita oficial à Tunísia acompanhado de quase 100 empresários brasileiros, informaram fontes oficiais.

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Na reunião, Miguel Jorge entregou uma mensagem pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao líder tunisiano, Zine el-Abidine Ben Ali.

Na mensagem, Lula expressou a necessidade de impulsionar a cooperação bilateral como meio de consolidar as relações entre países em desenvolvimento e conseguir uma "associação exemplar Sul-Sul".

Na carta, o presidente propôs a Ben Ali se reunir em 29 de março por ocasião da participação dos presidentes na Cúpula de Doha.

Além disso, ressaltou a esperança de que as empresas brasileiras que tentam se posicionar na Tunísia, principalmente nos setores mineiro e aeronáutico, encontrem todo o apoio necessário.

Neste sentido, a Vale se mostra interessada em participar de uma nova unidade de tratamento de fosfatos e derivados, situada em Sra Ouertane, na região de El Kef, 160 quilômetros ao sudoeste da capital, cuja licitação foi convocada em nível internacional.

No setor aeronáutico, o Brasil promove a venda à Tunísia de aviões de transporte de uso civil.

Miguel Jorge inaugurou hoje junto com o ministro da Indústria e Energia tunisiano, Afif Chelbi, e o presidente da União Tunisiana de Indústria, Comércio e Artesanato (Utica), Hedi Djilani, um seminário de trabalho entre operadores econômicos dos dois países.

O ministro estimulou os empresários a colaborar na melhora das relações bilaterais com o objetivo de que sejam mais produtivas.

Djilani ressaltou o papel que o Brasil desempenha "na resolução da crise financeira internacional e na defesa dos países em vias de desenvolvimento".

Dos quatro países da viagem da delegação brasileira pelo Magrebe, a Tunísia é o único que registrou em 2008 um superávit comercial com o Brasil, com US$ 5 milhões, valor bem inferior aos US$ 48 milhões de 2007.

Miguel Jorge encerra amanhã no Marrocos a viagem que o levou também à Líbia e à Argélia. EFE ma/db

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