Praga, 5 mai (EFE)- O primeiro-ministro da República Tcheca, o tecnocrata Jan Fischer, apresentou hoje ao chefe de Estado os membros do Governo de transição, que substituirá o atual Executivo de centro-direita tanto na gestão do país como na Presidência rotativa da União Europeia (UE). A nova equipe deverá ser nomeada pelo presidente do país, Vaclav Klaus, nesta sexta-feira. Até essa data, Mirek Topolanek permanecerá como primeiro-ministro interino, depois que ele e seu gabinete caíssem em uma moção de censura da oposição social-democrata no final de março. A República Tcheca passa a engrossar a lista de países em que houve alternância no Governo durante a Presidência rotativa da UE. Topolanek se referiu hoje ao assunto como uma grande oportunidade perdida, que prejudicará de maneira incalculável a imagem exterior do país. Conservadores, social-democratas e membros do Partido Verde (SZ) propuseram os integrantes do novo gabinete apolítico de tecnocratas, que se encarregará de elaborar o orçamento geral de 2010 e levar o país à realização de eleições antecipadas em outubro. A nomeação mais controvertida é a do ministro das Finanças, já que Topolanek tratou de manter em seu posto o democrata-cristão Miroslav Kalousek. Isso foi considerado inaceitável para os social-democratas, que no final conseguiram que fosse proposto seu secretário de Estado, Eduard Janota.

Da diplomacia, o encarregado será o secretário de Estado de Assuntos Exteriores, Jan Kohout, enquanto a pasta de Assuntos Europeus será liderada por Stefan Fule, embaixador tcheco na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O responsável para Direitos Humanos e Minorias, Michal Kocab, é o único membro do gabinete de Topolanek que permanecerá na Strakova Akademie, sede do Governo, até outubro. EFE gm/rr

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