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Premiê tailandês rejeita proposta de paz dos camisas vermelhas

O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, rejeitou neste sábado a oferta dos opositores camisas vermelhas, que na sexta-feira afirmaram estar dispostos a dialogar em troca da convocação de eleições legislativas em um prazo de 30 dias.

iG São Paulo |

"Não, eu rejeito (essa proposta). Eles recorrem à violência e à intimidação. Não posso aceitar isso", declarou.

"O ultimato de 30 dias não é o problema. Uma dissolução do Parlamento deve ser feita pelo bem de todo o país e não apenas pelo dos camisas vermelhas, e isso deve acontecer no momento apropriado", completou.

AP
Manifestante anda perto de barricada montada em Bangcoc

Manifestante anda perto de barricada montada em Bangcoc

Os milhares de manifestantes que exigem a dissolução do Parlamento tailandês aguardavam neste sábado, atrás de barreiras feitas com pneus e bambu, a resposta do governo à oferta. "Se o primeiro-ministro rejeitar nossa oferta, nós vamos continuar lutando", advertiu Natthawut Saikuea, um dos chefes dos "camisas vermelhas" em discurso aos correligionários, antes de saber qual era oficialmente a resposta do premiê.

Segundo outro importante líder da mobilização, Jatuporn Prompan, o primeiro-ministro deu ordem ao chefe do Exército e responsável pela segurança em Bangcoc, general Anupong Paochinda, de usar a força para dispersar os manifestantes.

Os "camisas vermelhas" (UDD) estão acampados há seis semanas na capital e em províncias vizinhas desde 14 de março e mobilizaram 100 mil pessoas. Eles exigem que o governo dissolva o Parlamento e convoque eleições diretas, pois afirmam que a eleição de Vejjajiva, por voto parlamentar, não foi legal.

A primeira negociação entre os "camisas vermelhas" e o governo para chegar a um acordo fracassou porque os líderes da mobilização recusaram a proposta do primeiro-ministro de convocar eleições antecipadas para o fim deste ano.

Na última quinta-feira, três pessoas morreram e ao menos 88 ficaram feridas na explosão de granadas na região das barricadas no distrito financeiro de Bangcoc, capital do país, 12 dias depois de confrontos terem deixado 25 mortos.


Manifestantes desafia policiais no centro de Bangcoc / AP

O grupo contrário aos "camisas vermelhas", a Aliança Popular pela Democracia (PAD, na sigla em inglês), também conhecido como "camisas amarelas", deu um ultimato ao governo exigindo que os manifestantes sejam retirados da capital até o domingo. Caso contrário, os militantes do PAD prometeram sair às ruas para protestar também.

Queda de braço

A queda de braço entre "vermelhos" e "amarelos" se prolonga desde 2006, quando o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra foi deposto por um golpe de estado.

Thaksin Shinawatra era apoiado pela UDD, mas caiu sob a acusação de corrupção e conflito de interesses. Em 2008, quando aliados dele retornaram ao poder, manifestantes "amarelos" foram às ruas.

O embate ocorrido na época resultou no fechamento do aeroporto internacional de Bangcoc e muito prejuízo para a indústria do turismo na Tailândia.

Em março, Shinawatra foi condenado à revelia por corrupção e conflito de interesses. O governo apreendeu US$ 1,4 bilhão de sua fortuna, estimada em US$ 2,3 bilhões. Atualmente, Thaksin Shinawatra vive exilado em Dubai.

*Com AFP, EFE e BBC

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