Premiê tailandês reitera que não renunciará ao cargo devido aos protestos

Bangcoc, 30 (EFE).- O primeiro-ministro da Tailândia, Samak Sundaravej, reiterou hoje que não renunciará ao cargo, que assumiu há sete meses, apesar da crescente pressão para que saia, após a ocupação da sede do Governo e dos protestos nas ruas.

EFE |

"Nunca vou renunciar em resposta a essas ameaças", disse Sundararavej, durante um ato televisionado realizado no complexo esportivo de Bangcoc, capital tailandesa.

Sundaravej pediu uma reunião urgente do Parlamento para estudar uma solução pacífica aos protestos, que pedem a renúncia do premiê e a de seu Governo, informaram hoje fontes oficiais.

O porta-voz do Senado, Prasopsuk Boondej, disse que o chefe do Executivo pediu a sessão extraordinária, que poderá ser realizada neste domingo, em virtude do aumento da violência nas manifestações lideradas pela Aliança do Povo para a Democracia.

Apesar de Sundaravej ter reiterado que não pretende renunciar, a perda de apoio na coalizão do Governo e entre os militares enfraqueceu sua posição como primeiro-ministro.

Os protestos se intensificaram na sexta-feira, depois que a Polícia intensificou a repressão aos manifestantes que estavam nas ruas próximas ao palácio governamental, onde se concentram cerca de 20 mil pessoas.

Horas depois, os agentes utilizaram gás lacrimogêneo para repelir um ataque dos seguidores da aliança contra o quartel-general da Polícia em Bangcoc.

O aeroporto da ilha de Phuket, um dos principais pontos turísticos da Tailândia, permanece fechado hoje, devido ao bloqueio dos manifestantes, o que deixou em terra milhares de turistas estrangeiros.

Vários trajetos de trem também foram afetados por uma greve indefinida convocada no serviço ferroviário em solidariedade aos partidários da aliança antigovernamental.

Os protestos começaram em maio, quando os seguidores da aliança montaram um acampamento diante do edifício das Nações Unidas para protestar contra Sundaravej e seu Executivo, ao qual classificam de corrupto e de receber ordens do ex-líder Thaksin Shinawatra.

A aliança também protagonizou as manifestações que antecederam o golpe de estado que tirou Shinawatra do poder, em setembro de 2006.

O ex-primeiro-ministro se exilou no Reino Unido em meados de agosto, após alegar que as acusações de corrupção das quais é acusado em seu país são uma armação dos opositores. EFE grc/fh/an

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