Premiê tailandês refuta renúncia e promete resposta a distúrbios

Bangcoc, 8 abr (EFE).- O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, descartou hoje renunciar e prometeu uma resposta firme contra distúrbios que possam ser gerados pelas 50 mil pessoas que protestam em Bangcoc contra o Governo, acusado pela oposição de ser antidemocrático.

EFE |

"O Governo agirá com determinação perante qualquer provocação", assegurou Vejjajiva, cujo mandato não completou ainda cinco meses.

A Polícia está em estado de alerta máximo perante o novo protesto convocado pela oposição, cujos lideres acreditam que contará com 300 mil pessoas, embora as autoridades calculem que não deva passar de 80 mil.

Os manifestantes, vestidos com suas características camisas vermelhas, começaram a marchar de uma praça no centro da cidade rumo à residência do máximo conselheiro real, Prem Tisunalonda, que é culpado pela oposição de ter guiado o levante militar que tirou do poder o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, em 2006.

O influente Tinsunalonda, que foi chefe do Executivo entre 1980 e 1988, nega o golpe e afirma que Shinawatra tenta dividir a sociedade tailandesa.

Um grupo de manifestantes se separou do protesto principal e agora grita "Volta Thaksin! Vá embora Abhisit!" perante a residência do primeiro-ministro tailandês.

Cerca de dez mil agentes foram enviados à capital para garantir a ordem, além dos soldados que protegem a casa de Prem.

Do exílio, Shinawatra disse que a manifestação pode acabar virando uma guerra civil ou uma revolução popular.

Os opositores exigem a renúncia do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, que ontem, na cidade litorânea de Pattaya, escapou ileso dos pedaços de madeira e galões de água jogados por cerca de 50 manifestantes contra seu carro.

Vejjajiva transferiu nesta terça o Governo para Pattaya devido ao cerco ao palácio governamental promovido pelos membros da Frente Unida para a Democracia e contra a ditadura, a plataforma de Shinawatra, deposto por um golpe de Estado em 2006 e ainda foragido da justiça. EFE grc/rr

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