Premiê tailandês oferece diálogo a manifestantes

Bangcoc, 21 mar (EFE).- O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, voltou hoje a descartar sua renúncia e a dissolução do Parlamento, principais reivindicações dos manifestantes que há dias tomam as ruas de Bangcoc, mas fez uma oferta de diálogo aos líderes dos protestos.

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Vejjajiva anunciou que dois ministros do Executivo se reunirão amanhã com dirigentes da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, a plataforma política do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, derrubado pelos militares em 2006.

A oferta foi feita um dia depois que dezenas de milhares de seguidores de Shinawatra, os chamados "camisas vermelhas", marcharam pelas ruas da capital tailandesa.

"Amanhã, vamos conversar com os 'camisas vermelhas' em um contexto amplo. Mas todos os partidos da coalizão estão de acordo com a não dissolução do Parlamento", disse o governante em um discurso.

O chefe do Executivo declarou que as conversas com a Frente Unida abordarão assuntos sobre a Tailândia, e não sobre Shinawatra, que está no exílio e foi condenado à revelia a dois anos de prisão por corrupção.

No entanto, depois desse anúncio, Jatuporn Promphan, um dos principais líderes dos "camisas vermelhas", afirmou que a Frente Unida só dialoga com o primeiro-ministro, que, segundo disse, "tem poderes para dissolver o Parlamento".

"Se o primeiro-ministro demonstrar arrogância para falar com os manifestantes, então nunca haverá diálogo", destacou Promphan.

Hoje, cerca de 30 mil manifestantes continuavam reunidos na parte velha de Bangcoc, onde montaram acampamento há oito dias e pretendem ficar, pelo menos, por mais duas semanas.

Mais cedo, os opositores escreveram em muros mensagens de protesto com o sangue que tiraram há vários dias para jogar em frente à sede do Governo e à residência de Vejjajiva. EFE grc/sc

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