Premiê tailandês deposto descarta busca por asilo político

Bangcoc, 2 ago (EFE).- O ex-primeiro-ministro tailandês e multimilionário Thaksin Shinawatra, deposto do cargo, e sua esposa Pojaman, rejeitam por enquanto a opção de buscar asilo político para tentar escapar dos inúmeros processos judiciais a que estão sendo submetidos na Tailândia.

EFE |

Shinawatra deve viajar na próxima semana para a China, onde assistirá na sexta-feira à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim. Depois do evento, deve voltar imediatamente a Bangcoc, anunciou hoje o porta-voz do premiê deposto, Pongthep Thepkanchana.

O porta-voz insistiu em afirmar que o multimilionário e sua esposa estão dispostos a lutar para provar sua inocência, e que ambos têm confiança no sistema judiciário tailandês.

Há dois dias, um tribunal condenou Pojaman a três anos de prisão, por considerá-la culpada de um caso de sonegação de impostos no valor de 546 milhões de bats (US$ 16,3 milhões), na venda do conglomerado de seu marido "Shin Corporation".

Antes de chegar ao poder em 2001, Shinawatra repassou a sua esposa, dois filhos e outros membros da família a maior parte da empresa.

Por outra parte, a Corte Suprema tailandesa também anunciou esta semana que investigará se o Governo de Shinawatra concedeu empréstimos ilícitos à Junta Militar de Mianmar, em troca de benefícios à "Shin Corporation" por parte do regime birmanês.

O magnata governou a Tailândia de 2001 a 2006, quando foi deposto mediante um golpe de Estado promovido por militares, que estabeleceram uma comissão para investigar todos os casos de desvio de dinheiro público atribuídos a sua família e seu entorno.

No começo do ano, o atual dono do clube de futebol inglês Manchester City retornou ao país após 18 meses de exílio no Reino Unido, graças à vitória nas eleições de dezembro último do novo partido formado por seus aliados políticos. EFE tai/fr

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