Premiê tailandês continuará no norte do país para fugir das tensões políticas

O primeiro-ministro tailandês Somchai Wongsawat decidiu permanecer por tempo indeterminado na cidade de Chiang Mai (norte) por causa das tensões com o exército, informu nesta sexta-feira um porta-voz governamental.

AFP |

O anúncio acontece quando os dois aeroportos da capital foram bloqueados nesta semana por manifestantes antigovernamentais e a sede do oficial do governo foi tomada pelos opositores desde 26 de agosto.

Na véspera, vieram à tona as divergências entre o governo civil e o exército, ao mesmo tempo em que circularam o dia todo rumors sobre um possível golpe de Estado, desmentidos por um porta-voz militar.

"Enquanto houver incertezas nas tensões entre o governo e o exérito, para sua própria segurança, o primeiro-ministro permanecerá em Chiang Mai", declarou o porta-voz, Suparat Nakbunnam. "Ele não tem previsto voltar a Bangcoc".

Somchai, que no início da semana se encontrava no exterior, teve que ir para Chiang Mai porque não podia aterrissar na capital.

Por outro lado, um líderes dos manifestantes antigovernamentais assegurou que os opositores 'lutarão até a morte' se a polícia tentar disparar contra eles.

"Não temos medo e não será fácil nos dispersar", afirmou Somsak Kosaisuk, falando a seus partidários que bloqueiam o aeroporto de Don Mueang, utilizado para vôos domésticos.

Somchai Wongsawat decretou estado de exceção nesta quinta-feira nos dois aeroportos de Bangcoc.

O chefe de governo anunciou a medida após uma reunião de emergência com seu gabinete, marcada para buscar soluções para o impasse político vivido pelo país.

Enquanto isso, milhares de turistas continuam presos em Bangcoc, cidade de 12 milhões de habitantes que está inacessível por via aérea desde o fechamento de seus dois aeroportos.

Somchai, que se reuniu com seu gabinete em Chiang Mai (norte), pediu também ao exército que ajude a polícia a restabelecer a ordem nos dois terminais aéreos da capital tailandesa, o Don Mueang (para vôos domésticos) e o Suvarnabhumi (para vôos internacionais).

Diante da situação, as autoridades tailandesas autorizaram que as companhias aéres utilizassem uma base militar situada no sudeste de Bangcoc, informou à AFP a Aviação Civil.

Os prejuízos causados pelo fechamento de Suvarnabhumi já chega a aproximadamente de três bilhões de dólares.

Em um discurso transmitido pela televisão, o premier tailandês disse que "o seqüestro de toda a nação tailandesa, como querem os manifestantes, é um grande erro".

O objetivo dos manifestantes, pertencentes à Aliança do Povo pela Democracia (PAD), coalizão a favor da monarquia, é forçar a saída de Somchai, a quem acusam de corrupto.

Um dos líderes antigoverno, o general da reserva Chamlong Srimuang, reagiu rapidamente às declarações do primeiro-ministro, instando seus partidários a não ter medo.

"Se a polícia vier esta noite para dispersar a manifestação, voltem pela manhã", disse Srimuang, falando no gabinete do primeiro-ministro em Bangcoc, ocupado pela oposição desde 26 de agosto.

ask/ap/cn

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG