Premiê tailandês ameaça manifestantes a enfrentar forças de segurança

Bangcoc, 12 abr (EFE).- O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, pediu hoje que os milhares de manifestantes que exigem sua renúncia em protestos em diversas partes de Bangcoc parem as manifestações e voltem para casa, ou enfrentarão a firmeza dos corpos de segurança.

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"Coloquem fim aos protestos. O Governo precisa aplicar as medidas contidas no decreto do estado de exceção para restabelecer a paz na nação", disse o governante, em discurso retransmitido a toda a nação pela televisão e rádio.

Vejjajiva, que tinha um ferimento leve no braço, após ter sido atingido por um objeto lançado por um manifestante esta manhã, quando o premiê saía do Ministério do Interior, pediu à população que permaneça em calma e não tema a mobilização das forças da ordem.

O Governo declarou hoje o estado de exceção em Bangcoc e em outras cinco províncias vizinhas com a finalidade de restaurar a ordem e acabar com os protestos, e um contingente bloqueou todas as ruas que levam ao Palácio do rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej.

A medida proíbe as reuniões de mais de cinco pessoas e as concentrações públicas que as autoridades considerarem que podem representar uma ameaça para a ordem.

A imposição do estado de exceção em Bangcoc e nas províncias de Nonthaburi, Samut Prakan, Pathum Thani, Nakhon Pathom e Ayutthaya ocorre um dia depois de centenas de membros da frente invadirem a sede de uma cúpula de países asiáticos e forçarem o cancelamento da reunião antes que começasse.

Os chefes de Estado e de Governo que assistiriam à reunião e que estavam no local tiveram que ser retirados de helicóptero, depois que Vejjajiva declarou o estado de exceção nessa zona durante seis horas para restabelecer a ordem.

Os seguidores da frente invadiram hoje o Ministério do Interior e aconteceu um tiroteio, enquanto outros manifestantes antigovernamentais roubaram dois carros blindados do Exército que estavam nas imediações de um centro comercial em Bangcoc, segundo relatos de testemunhas divulgados pela rádio.

A Tailândia passa por uma profunda crise política como resultado do enfrentamento entre os simpatizantes e críticos do ex-primeiro-ministro Shinawatra. EFE grc/an

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