Premiê tailandês afirma que não deixará o poder, apesar de protestos

Bangcoc, 21 jun (EFE).- O primeiro-ministro da Tailândia, Samak Sundaravej, se negou hoje a renunciar, apesar das mais de 20 mil pessoas que romperam ontem o cordão policial e seguem concentradas diante de seu escritório para exigir sua saída.

EFE |

Os manifestantes, convocados pela opositora Aliança Popular para a Democracia (PAD), anunciaram que continuarão no local até que Sundaravej deixe o poder.

O primeiro-ministro garantiu que aparecerá em público mais tarde para dar explicações à nação.

Sundaravej se reuniu ontem à noite com o chefe das Forças Armadas, o general Boonsrang Niampradit, mas não está previsto que o Exército assuma o controle da situação.

A Polícia, que inicialmente advertiu os ativistas de que não permitiria que se aproximassem da sede do Executivo, finalmente se retirou e lhes deixou passar para evitar atos de violência.

Os participantes do protesto garantem que não têm intenção de ocupar o edifício.

Após 27 dias de manifestações, muitos temiam que o ato pudesse tornar-se sangrento, e alguns manifestantes levavam tacos de beisebol, paus e capacetes para se proteger dos policiais, apesar de a mobilização ser pacífica.

A PAD acusa Sundaravej de ser uma marionete do antigo líder Thaksin Shinawatra, afastado do Governo em setembro de 2006 por um golpe de Estado.

Há dois anos, o partido liderou grandes protestos contra Shinawatra que precederam o levante militar. Desta vez, no entanto, o Exército garantiu que não voltará a intervir.

O Partido do Poder do Povo, liderado por Sundaravej e integrado por antigos aliados de Shinawatra, governa a Tailândia desde sua vitória nas eleições gerais de dezembro, que pôs fim a mais de um ano e meio de ditadura militar. EFE fmg/gs fmg/gs

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