Premiê tailandês afasta chefe da polícia

Por Ed Cropley BANGCOC (Reuters) - O primeiro-ministro da Tailândia, Somchai Wongsawat, afastou nesta sexta-feira o chefe nacional da polícia por falta de eficiência ao tratar da recente escalada da crise política, que já dura seis meses e se agravou com o bloqueio de aeroportos de Bangcoc por manifestantes.

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Comandantes da polícia disseram que não há planos imediatos para uma operação contra os manifestantes que sitiam os aeroportos de Suvarnabhumi e Don Muang. Todos os vôos desses aeroportos foram cancelados, prejudicando milhares de viajantes.

"Hoje à noite, vamos ficar aqui", disse o coronel Sutin Meekajt no estacionamento do hotel do aeroporto Suvarnabhumi. O aeroporto custou 4 bilhões de dólares e foi porta de entrada para quase 15 milhões de turistas no ano passado.

A transferência do general da polícia Patcharawat Wongsuwan para um posto inativo acontece após uma semana dramática, que assistiu à derrota da polícia durante a invasão de um dos maiores aeroportos da Ásia por manifestantes.

"O afastamento foi resultado de sua performance durante a atual crise", disse o porta-voz do governo Nattawut Saikuar um dia após a declaração de estado de emergência. A medida foi tomada para dar fim às invasões, que já custam dezenas de milhões de dólares em exportações atrasadas.

Dezenas de policiais com cassetetes e escudos se agruparam na sexta-feira diante do aeroporto Suvarnabhumi, em Bangcoc, mas não agiram contra os ativistas da APD que tomam o principal terminal.

No aeroporto Don Muang, a polícia havia ordenado aos manifestantes que deixassem a área imediatamente, mas aliviou os termos ao dizer que espera que a situação volte ao normal dentro de três dias.

Em pronunciamento na televisão, Somchai disse que evitará a violência.

"Não se preocupem. Os policiais vão usar medidas moderadas com eles", disse Somchai, que convidou grupos de defesa de direitos humanos e a mídia para observar e filmar no local.

Após quatro dias de bloqueio, os exportadores tailandeses estão tendo dificuldades para enviar bens perecíveis e componentes essenciais a clientes ao redor do mundo.

Alguns donos de cargas estão transportando os materiais em caminhões para a Malásia, ao sul, onde são embarcados em aviões em Kuala Lumpur.

O fechamento prolongado do Suvarnabhumi, que pode receber 3 milhões de toneladas de carga por ano, traria um sério dano a uma economia de perfil exportador e que já tem dificuldades para lidar com a desaceleração global, dizem especialistas.

(Reportagem adicional de Nopporn Wong-Anan, Vithoon Amorn e Orathai Sriring)

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