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Premiê promete desmascarar quem estiver por trás de ataque em Istambul

Istambul, 29 jul (EFE).- O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, prometeu hoje investigar e desmascarar quem estiver por trás do atentado que deixou 17 mortos e mais de 150 feridos no domingo passado em um bairro operário de Istambul.

EFE |

"O Estado desmascarará cedo ou tarde o rosto que se esconde por trás dos atentados", disse Erdogan no comparecimento semanal diante dos membros de seu grupo parlamentar em Ancara.

"Aqueles que querem deter este país devem saber que não poderão cumprir seus sujos propósitos. Não bastarão suas forças para apagar as esperanças dos corações de 70 milhões de pessoas. Jamais conseguirão que a Turquia volte atrás no caminho da civilização", acrescentou.

Por mais um dia, o bairro de Güngören ficou cheio de pessoas que condenaram o sangrento atentado que matou 17 pessoas, uma das quais era uma mulher grávida prestes a dar à luz, por isso alguns meios de comunicação turcos elevaram o saldo de mortos para 18.

A imprensa turca de hoje apresentou divergência de opiniões em torno da autoria do ataque terrorista.

Os jornais mais nacionalistas acusam o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que ontem, no entanto, se desvinculou do atentado.

Os jornais próximos ao Governo culpam à rede "Ergenekon", uma organização formada por altos comandantes reformados, políticos ultranacionalistas e mafiosos que teria a intenção de derrubar o executivo.

No entanto, Erdogan pediu que a imprensa não especule sobre o nome da organização para não fazer propaganda, e disse que "serão nossas forças de segurança que divulgarão o nome".

A rede "NTV", citando fontes do Centro Nacional de Explosivos, informou que o composto químico utilizado nas bombas foi TNT, junto com pregos e outros metais.

O canal também acrescentou que, quando os resultados das análises dos explosivos forem oficiais, será possível comparar sua composição com a das bombas utilizadas em outros atentados.

Os jornais turcos também informaram que a Polícia está procurando uma pessoa filmada pelas câmeras de segurança falando no telefone celular após a primeira das duas explosões.

Além disso, as quatro pessoas suspeitas que tinham sido detidas após o atentado foram colocadas em liberdade sem acusações. EFE Amu/an

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