Lima, 16 jun (EFE).- O primeiro-ministro peruano, Yehude Simon, anunciou hoje que colocará seu cargo à disposição do presidente, Alan García, nas próximas semanas, por causa da crise com os povos amazônicos que gerou violentos fatos com 34 mortos.

"Eu vou sair de qualquer forma na hora que isso tudo tiver acalmado, que deve ser nas próximas semanas", declarou Simon à "Rádio Programas del Perú" ("RPP").

O presidente do Conselho de Ministros insistiu em que o líder deixará o "país tranquilizado" e depois este "saberá o que tem que fazer", em relação à renúncia.

Simon esclareceu que sua saída do Executivo não responde ao "capricho" do líder nacionalista Ollanta Humala "ou de alguns radicais, porque eles não se interessam pelo país".

Humala exigiu a renúncia de Simon, ao atribuir ao premiê a violência derivada nos confrontos dos povos indígenas que deixou 24 policiais e 10 civis mortos, no dia 5 de junho na cidade de Bagua.

Simon confirmou na segunda-feira que o Governo pedirá a revogação das polêmicas leis 1090 e 1064, que originaram os protestos dos povos amazônicos há dois meses, após conversar com os líderes de mais de 300 comunidades na região Junín. EFE mmr/db

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