Premiê pede que EUA eximam paquistaneses de novos controles em aeroportos

Islamabad, 8 jan (EFE).- O primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gillani, censurou hoje a decisão de Washington de submeter os passageiros paquistaneses a controles especiais de segurança, que incluem revistas na chegada aos Estados Unidos (EUA) e pediu a retirada do Paquistão da lista de 14 países afetados por essas medidas adicionais.

EFE |

"O primeiro-ministro expressou sérias reservas sobre as novas medidas de segurança introduzidas pelo Governo dos EUA e as qualificou de discriminatórias", diz um comunicado emitido pelo escritório de Gillani.

O chefe do Executivo paquistanês fez estas declarações durante uma reunião com uma delegação de senadores americanos, liderada pelo ex-candidato à Presidência dos EUA John McCain, que desde ontem visita o país asiático.

Gillani disse que "esse tipo de política causa constrangimento e ansiedade no povo do Paquistão" e "tem um impacto negativo nas relações bilaterais", segundo a nota oficial.

Além disso, o primeiro-ministro pediu a Washington para "revisar as medidas" e solicitou a "imediata retirada" do Paquistão da lista de países afetados pela mesma.

No último dia 4, passaram a vigorar novos controles nos EUA, que preveem a revista de corpo inteiro e a inspeção física da bagagem para todas as pessoas procedentes de vários países nos quais atuam organizações terroristas, além dos que estão na lista do Departamento de Estado como patrocinadores do terrorismo.

As medidas voltadas tanto aos passageiros procedentes desses países quanto aos cidadãos dessas nacionalidades incluem o Paquistão.

O maior rigor nas medidas de segurança ocorre depois que, em 25 de dezembro passado, um passageiro nigeriano embarcou na Europa em um voo com destino à cidade americana de Detroit com explosivos escondidos na roupa.

O Paquistão e os EUA são aliados na luta contra o terrorismo e o extremismo na região asiática, após a invasão americana ao Afeganistão no final de 2001. EFE igb/sa-an

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