Por Augustine Anthony ISLAMABAD (Reuters) - O primeiro-ministro paquistanês, Yousaf Raza Gilani, confirmou na quarta-feira a prisão de dois supostos membros do grupo islâmico Lashkar-e-Taiba, acusados de envolvimento com os atentados de novembro em Mumbai.

Zaki-ur-Rehman Lakhvi e Zarrar Shah estão detidos para interrogatório, disse Gilani a jornalistas na cidade de Multan, província do Punjab.

Funcionários não-identificados haviam informado que Lakhvi fora preso no domingo num acampamento de militantes na Caxemira paquistanesa, mas o governo não havia confirmado a notícia até agora.

O primeiro-ministro disse não ter informações atualizadas sobre se Maulana Masood Azhar, líder do grupo Jaish-e-Mohammad, também teria sido preso.

O Paquistão foi aconselhado pelos EUA a colaborarem de modo rápido e transparente com as investigações do ataque na vizinha e rival Índia. Washington quer impedir um confronto entre as duas potências nucleares asiáticas, além de manter o foco do Paquistão no combate a militantes do Taliban e da Al Qaeda na fronteira com o Afeganistão.

Islamabad exige, porém, que qualquer preso acusado de envolvimento com os atentados de Mumbai seja julgado no próprio Paquistão.

Nem Azhar nem seu grupo foram citados como acusados no ataque que matou 171 pessoas na antiga Bombaim. Mas esse militante é um dos homens mais procurados da Índia e consta numa lista de 20 suspeitos cuja extradição Nova Délhi solicitou ao Paquistão depois dos incidentes.

Parentes de Azhar e fontes de inteligência disseram à Reuters na terça-feira que a imprensa local errou ao dizer que o militante estaria sob prisão domiciliar.

(Reportagem adicional de Asim Tanveer em Multan)

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