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Premiê palestino e ministra israelense concordam em dar normalidade ao povo

Berlim, 24 jun (EFE).- O primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Salam Fayyad, e a ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni, concordaram hoje com a necessidade de trabalhar juntos para dar à população normalidade e segurança em sua vida diária.

EFE |

"Temos exemplos diários de agressões e situação de bloqueio à população palestina que nos impedem de pensar ainda em termos de segurança em sua vida diária", disse Fayyad na conferência para a reconstrução da Polícia civil e do sistema judiciário palestino, realizado hoje, em Berlim.

O primeiro-ministro da ANP pediu que Israel pare a política de assentamentos e os bloqueios que mantém sobre os envios à população palestina e lembrou que essas práticas são o grande obstáculo para o objetivo de normalidade e segurança.

"Precisamos de dinheiro, e precisamos já", acrescentou Fayyad na conferência em Berlim, da qual participam representantes de 40 países e mais de 20 ministros de Exteriores, assim como o Quarteto de Madri para o Oriente Médio.

Livni insistiu nesse desejo partilhado de normalidade e o direito da população israelense de ter essa "segurança na vida diária", e lembrou a necessidade de avançar "conjuntamente" em uma solução para o conflito no Oriente Médio.

"Não vim aqui me lamentar dos obstáculos ainda existentes para conseguir a paz, mas é evidente que hoje não é possível falar de uma vida diária normalizada em Israel", disse a ministra israelense.

Livni e Fayyad representam as partes em conflito na conferência de Berlim, que a chanceler alemã, Angela Merkel, abriu com uma chamada aos Estados participantes a se juntar ao projeto de reconstrução de uma Polícia civil palestina, que qualificou de "pequena peça do grande mosaico" no processo de paz.

A Alemanha oferecerá esta iniciativa 15 milhões de euros do total de 118 milhões de euros que custará o estabelecimento de um corpo policial civil e um sistema judiciário, segundo as estimativas dos analistas presentes na conferência. EFE gc/an

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