Premiê kosovar expressa rejeição a plano da ONU sobre missão da UE

Pristina, 25 nov (EFE) - O primeiro-ministro do Kosovo, Hashem Thaçi, expressou hoje sua rejeição ao novo plano da ONU para o envio da missão civil da União Européia (Eulex), ao afirmar que viola a Constituição da antiga província sérvia que declarou independência em fevereiro.

EFE |

Thaçi explicou ao Parlamento que "o plano de seis pontos é e será inaceitável e inaplicável para o povo do Kosovo e às instituições" da ex-província.

Este plano, elaborado pela ONU e aceito pela Sérvia, propõe, por exemplo, que a Polícia servo-kosovar responda à Administração das Nações Unidas no Kosovo (Unmik), da mesma forma que a alfândega e os tribunais, e não perante a Eulex.

Isto é rejeitado pelo Governo albano-kosovar, liderado por Thaçi, e pelo presidente do Kosovo, Fatmir Sejdiu, ao considerar que viola sua soberania, já que criaria duas administrações paralelas.

Pristina teme que isso represente uma divisão do território, pelo que Thaçi destacou que o Kosovo é um país "soberano e independente" e "vai seguir assim para sempre".

No entanto, o premiê kosovar reiterou que aceita e apóia o desdobramento da missão da UE, mas que esta deve se conformar à Constituição do Kosovo, isto é, sobre todo o território do autoproclamado Estado independente.

Thaçi indicou que "as instituições do Kosovo apoiaram, convidaram e deram as boas-vindas à Eulex", disse.

"A Eulex vai ser desdobrada como previa a Constituição do Kosovo e a proposta de (Martti) Ahtisaari", em alusão ao plano elaborado pelo ex-mediador internacional e que previa uma soberania tutelada para o Kosovo, contra a rejeição de Belgrado.

"Como instituição, só vamos aplicar a Constituição e as leis adotadas pelo Parlamento, e nada mais", disse o primeiro-ministro.

Após meses de negociações, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, enviou um relatório ao Conselho de Segurança no qual se comunicava a reformulação da missão das Nações Unidas para criar espaço à Eulex.

O Conselho de Segurança da ONU deve discutir este relatório amanhã. EFE am/db

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