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Premiê japonês diz que provocações de Pyongyang são pouco construtivas

Pequim, 29 abr (EFE).- O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, qualificou hoje, durante um encontro com o chefe do Governo chinês, Wen Jiabao, como pouco construtivas as provocações da Coreia do Norte, que hoje reiterou que estava abandonando o diálogo multilateral para seu desarmamento nuclear e que prepara um novo teste balístico.

EFE |

"Entendemos que a Coreia do Norte continuará anunciando ações pouco úteis e pouco construtivas para nossos esforços comuns de conseguir a desnuclearização norte-coreana", disse Aso, durante seu encontro com Wen em Pequim, informou o porta-voz do líder japonês, Kazuo Kodama, em encontro com a imprensa.

As declarações de Aso ocorriam ao mesmo tempo em que Pyongyang ameaçava retomar seu programa armamentístico, se o Conselho de Segurança da ONU não pedir desculpas por condenar o lançamento de um satélite através de um foguete de longo alcance Taepodong em 5 de abril.

Aso se reuniu hoje com Wen no primeiro dos dois dias de sua visita oficial à China, a segunda realizada ao país asiático desde que assumiu o cargo, em setembro do ano passado, e na qual está previsto que se reúna, amanhã, com o presidente Hu Jintao.

Os dois países, que participam do diálogo multilateral junto com os EUA, as duas Coreias e a Rússia, reiteraram hoje seu desejo de continuar colaborando nesta crise e destacaram que este mecanismo multilateral é o "marco mais prático para conseguir a desnuclearização norte-coreana", nas palavras de Aso.

Wen e Aso defenderam hoje que o diálogo, iniciado em 2003 e estagnado mais uma vez desde dezembro, seja retomado o mais rápido possível, em uma crise que o primeiro-ministro chinês qualificou hoje de "muito complicada", por isso pediu "maneiras amáveis" aos países envolvidos, a fim de "superar este problema com paciência e confiança".

Os dois líderes mantiveram uma reunião de mais de duas horas no Grande Palácio do Povo, durante a qual Aso apresentou uma longa agenda econômica e de cooperação, na qual a crise financeira global teve lugar prioritário, já que Japão e China são algumas das maiores potências econômicas mundiais.

Neste sentido, os dois Governos decidiram que as medidas anticrise devem se concentrar em aumentar a demanda doméstica, lutar contra o protecionismo e, sobre a Ásia, conseguir levar adiante a criação de um fundo de divisa comum, assim como uma ampliação de capital do Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD).

A urgência da gripe suína levou à inclusão desse assunto na agenda ministerial de forma repentina e, neste sentido, os dois líderes decidiram cooperar e compartilhar informação atualizada sobre medidas preventivas, a fim de evitar a propagação da doença.

EFE mz/an

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