ROMA (Reuters) - O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, cujo mandato está chegando ao fim, recusou a oferta de Vladimir Putin, presidente da Rússia, para ser presidente do South Stream, um gasoduto da Gazprom e da Eni, disse uma fonte do gabinete na segunda-feira. Uma fonte do gabinete de Prodi disse: Ele não está interessado.

Prodi vai se encontrar com os diretores das duas companhias de energia na segunda-feira. Segundo o jornal russo Kommersant, o emprego lhe será oferecido nesta ocasião, em nomeação semelhante à do ex-chanceler alemão Gerhard Schroeder ao oleoduto Nord Stream.

Prodi será sucedido pelo manda-chuva da mídia Silvio Berlusconi, depois que seu partido de centro-esquerda perdeu as eleições de abril. Prodi já foi chefe da Comissão Européia e duas vezes presidente da empresa estatal IRI. Ele derrotou Berlusconi duas vezes nas urnas e teve dois mandatos como premiê.

O Kommersant disse que a oferta de emprego seria feita a Prodi, 68, na segunda-feira, durante um almoço com o chefe da Gazprom, Alexei Miller, e o chefe-executivo da Eni, Paolo Scaroni.

As empresas russa e italiana fundaram o South Stream para contruir um gasoduto que transportará 30 bilhões de metros cúbicos de gás russo por baixo do Mar Negro.

Analistas estimam que o custo do projeto seja de 10 bilhões de euros.

Scaroni disse, em um comunicado, que Prodi seria uma 'excelente escolha' para a chefia da South Stream.

'Colocar um homem que já foi presidente da União Européia no comando da infra-estrutura que assegurará o suprimento de energia da Europa é realmente uma ótima idéia', disse ele.

(Reportagem de Alberto Sisto, Francesca Piscioneri e Giselda Vagnoni)

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