Premiê israelense é interrogado por suspeita de fraude

Jerusalém, 7 (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, foi interrogado hoje pela Polícia em sua residência de Jerusalém sobre uma suposta fraude com faturas duplicadas, conhecida como caso Rishon Tours, informaram fontes oficiais.

EFE |

Em declarações à agência Efe, o porta-voz da Polícia israelense, Miki Rosenfeld, explicou que o interrogatório ao chefe do Governo durou duas horas, é o nono nos últimos meses e tratou do caso da agência de viagens Rishon Tours.

Os investigadores suspeitam de que o primeiro-ministro e a citada agência apresentaram faturas duplicadas a diferentes organismos e instituições relacionadas às viagens dele ao estrangeiro.

Segundo as investigações, a Rishon Tours duplicava os bilhetes e despesas de hotel, o que reportava um lucro que se depositava em uma conta privada, no nome do primeiro-ministro, que depois a agência usava para as férias de Olmert e sua família.

O caso Rishon Tours é uma das várias investigações que o Departamento de Fraude israelense tem abertas contra o chefe de Governo.

Outras são por suborno e suborno, mas a imprensa local aponta que o engano das faturas pode ser o que finalmente leve Olmert aos tribunais.

Em setembro, a Polícia recomendou à Procuradoria que acusasse Olmert pelo caso da agência de viagens, assim como por outro de suborno, mas essa última solicitou que "preenchessem algumas lacunas" pendentes na investigação antes de acusá-lo formalmente.

Olmert declarou-se inocente de todas as acusações, embora este e outros escândalos lhe tenham obrigado a renunciar e convocar eleições primárias em seu partido, o Kadima, vencidas pela atual ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni. EFE db/jp

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