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Premiê israelense diz que negociação com palestinos nunca esteve tão perto

Paris, 13 jul (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse hoje, em Paris, que seu país e os palestinos nunca estiveram tão perto de chegar a um acordo como agora.

EFE |

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, recebeu hoje Olmert e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, no Palácio do Eliseu, poucas horas antes do início da Cúpula da União pelo Mediterrâneo (UPM).

"Estamos chegando a um momento" no qual Israel e a ANP terão de tomar decisões "graves e importantes que levem finalmente a um estágio ao qual nunca se esteve. É o que desejo", disse Olmert.

Abbas afirmou que Israel e os palestinos precisam chegar à paz pelos seus povos, pelos povos do Oriente Médio e do mundo.

"A paz no Oriente Médio é necessária para a paz no mundo. Caso contrário, o mundo não será estável", disse Abbas, em uma declaração à imprensa junto com Olmert e Sarkozy.

O primeiro-ministro israelense disse que a paz é um tema central para o Estado de Israel.

"Temos consciência dos perigos que ameaçam o Oriente Médio", advertiu Olmert, que se referiu diretamente aos "dirigentes iranianos".

O primeiro-ministro israelense disse que o acordo com os palestinos é "a prioridade absoluta" de Israel.

Olmert também expressou a esperança de que as negociações indiretas entre Israel e Síria passem "muito em breve" para um "contato direto", mas alertou que, em nenhum momento, esses contatos podem "de algum modo interferir" no processo de paz com os palestinos.

Abbas lembrou que os palestinos "estão comprometidos com o Mapa do Caminho (que busca a criação de dois Estados que vivam em paz), com legalidade internacional e com os tratados estipulados na ONU".

O presidente da ANP afirmou que Sarkozy tem "qualidades" para desempenhar um papel importante no processo de paz e que, "com sua ajuda, é possível alcançar a paz nos próximos meses".

Embora tanto Abbas quanto Olmert tenham ressaltado o papel da França no futuro do processo de paz, o primeiro-ministro israelense disse que essa ajuda é "suplementar" a dos Estados Unidos.

Sarkozy destacou que a Cúpula da UPM que começa hoje reunirá quase todos os chefes de Governo árabes, da UE e os israelenses, que se sentarão "na mesma mesa, em uma mesma sala e para uma mesma reunião".

Embora tenha reconhecido que nem todos os problemas foram resolvidos, afirmou que é possível mostrar com eles que "o Mediterrâneo é de todos e não é lugar de enfrentamento ou de guerra".

Um total de 42 chefes de Estado e de Governo inicia hoje, em Paris, a Cúpula da UPM. Será a primeira vez que dois países formalmente em guerra - Síria e Israel - irão se sentar em uma mesma mesa.

O presidente francês pediu ao resto da UE para que faça mais esforços "pela paz e pelo desenvolvimento econômico" do Oriente Médio, onde a Europa ainda não teve uma presença suficiente, segundo Sarkozy.

O chefe de Estado da França afirmou que, no Oriente Médio, "o pior risco é não fazer nada e deixar acumular os mortos, a injustiça e o sofrimento do povo".

"Uma França que não faz nada, trai seus ideais", disse o presidente francês.

O bom clima entre Olmert e Abbas foi percebido hoje quando os dois chegaram ao Palácio do Eliseu e foram recebidos por Sarkozy.

Embora tenham chegado em carros diferentes, Olmert esperou Abbas, estendeu-lhe a mão e deu-lhe um leve tapa nas costas, para depois irem juntos ao local onde estava Sarkozy, ao final da escada.

O presidente francês deu um caloroso abraço nos dois e, diante dos fotógrafos, pegou-os pela mão e levantou os braços, como se pertencessem a uma mesma equipe.

Depois, à imprensa, Sarkozy classificou os dois líderes como "dois amigos e dois homens de paz".

Olmert e Abbas se reuniram depois de falar à imprensa durante meia hora, sem dar novos detalhes sobre os assuntos debatidos. EFE lab/fh/an

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