Bruxelas, 19 jun (EFE).- O primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, considerou hoje que seu país já dispõe das garantias suficientes para convocar um segundo plebiscito sobre o Tratado de Lisboa e assegurou que a consulta poderia acontecer no começo de outubro.

Em entrevista coletiva no término da reunião de chefes de Estado e de Governo realizada em Bruxelas, Cowen ressaltou que os compromissos obtidos na reunião terão caráter "vinculativo" e serão incorporadas em um protocolo uma vez que o novo tratado entre em vigor.

Portanto, confirmou, as garantias terão que ser ratificadas pelos 27 países do bloco, como pretendia Dublin para dar uma maior força ao pactuado.

"Acho que agora dispomos da base para pedir aos cidadãos que voltem a se pronunciar sobre o tratado", declarou Cowen, explicando que na próxima semana apresentará ao resto do Governo os resultados do Conselho Europeu para decidir "o mais rápido possível" uma data para o novo plebiscito.

Cowen destacou a "solidariedade" do resto dos países com a República da Irlanda e insistiu em que as garantias obtidas respondem a importantes "preocupações" dos irlandeses, como a neutralidade militar e o direito à vida.

Neste sentido, confiou em que os cidadãos compartilhem seu ponto de vista e ressaltou que o novo plebiscito terá uma "importância enorme para o povo irlandês".

"A UE é central para nosso futuro, é a fonte de muita de nossa riqueza", destacou Cowen, afirmando que "o lugar da Irlanda está no coração da UE e aí é onde quer continuar".

O primeiro-ministro insistiu várias vezes em que a Europa é a melhor forma para a República da Irlanda de responder a muitos "desafios globais" e assegurou não contemplar a possibilidade de um novo "não" ao Tratado. EFE mvs/ma

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