Tamanho do texto

Dublin, 12 jun (EFE).- O primeiro-ministro da República da Irlanda, Brian Cowen, disse hoje que sua campanha sobre o plebiscito para a ratificação do Tratado de Lisboa foi positiva e honesta, ao mesmo tempo em que confiou em uma vitória final do sim.

Cowen fez essas declarações após depositar seu voto na localidade de Tullamore, no condado ocidental de Offaly, pouco depois das 10h (6h de Brasília).

"Conduzi a campanha o melhor que pude. Conduzimos uma campanha positiva e honesta", disse o primeiro-ministro, que acusou os partidários do "não" de aumentar os "níveis de confusão e medo" entre os cidadãos com questões que "nem sequer estão no Tratado".

"Este é um assunto importante para o país, é um plebiscito que está a ponto de mudar nossa Constituição e nossos cidadãos devem levá-lo a sério, e espero que votem tantos quanto for possível".

A Irlanda é o único país da União Européia (UE) que está consultando seus cidadãos sobre o Tratado de Lisboa, um documento simplificado que substituiu o projeto de Constituição que a Holanda e França rejeitaram em 2005, em suas respectivas consultas populares.

Pouco mais de três milhões de irlandeses, divididos nas 43 circunscrições, foram hoje convocados às urnas em um dia no qual o índice de participação determinará, em grande medida, o resultado final, dado o empate técnico entre os partidários e críticos ao Tratado.

Segundo a emissora "RTE", apenas 2% do eleitorado votou durante o começo da manhã, quando as pessoas aproveitam o deslocamento ao local de trabalho para ir às urnas.

Os centros eleitorais na Irlanda abriram às 7h (3h de Brasília) e permanecerão abertos durante quinze horas, até as 22h (18h de Brasília), enquanto a apuração dos votos começará no dia seguinte às 9h (5h de Brasília). EFE ja/an

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.