Premiê iraquiano pede que curdos entreguem vice-presidente

Após EUA pedirem fim de crise política, Maliki faz apelo para que Tareq al-Hashemi seja levado à Justiça

iG São Paulo |

Reuters
O vice-presidente do Iraque, Tareq al-Hashemi, concede entrevista em Erbil (20/12)
O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Malik, fez um apelo nesta quarta-feira para que as autoridades curdas entreguem o vice-presidente do país, Tareq al-Hashemi, acusado de terrorismo e alvo de um mandado de prisão emitido pela Justiça iraquiana.

“Pedimos ao governo da região do Curdistão que encare suas responsabilidades e entregue Hashemi à Justiça. Do contrário, teremos um problema”, afirmou, em entrevista coletiva.

O mandado de prisão contra Hashemi foi emitido um dia depois de as últimas tropas americanas deixarem o Iraque .

O vice-presidente está em Erbil, no Curdistão, que faz parte do Iraque, mas tem sua própria força de segurança. Assim, soldados e policiais iraquianos não podem atuar no território curdo.

O vice-presidente é acusado de pagar seus seguranças para matar autoridades do governo do Iraque.

Fontes dos serviços de segurança informaram que pelo menos 13 homens foram detidos nas últimas semanas, e que vários deles admitiram ter organizado e cometido atentados com financiamento e apoio de Hashemi.

O vice-presidente negou a acusação e disse que o caso foi “fabricado” para constranger seu partido, o sunita Iraqiya. O fato de Hashemi ser sunita criou especulações sobre a possibilidade de as acusações serem parte de uma tentativa do governo xiita de manter o grupo rival longe do poder.

Durante a entrevista, o premiê iraquiano descarou a possibilidade de a Liga Árabe enviar representantes para acompanhar a investigação. “É um caso criminal, não existe nenhuma necessidade de que a Liga Árabe ou o mundo desempenhem qualquer papel", afirmou Maliki.

Na terça-feira o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, telefonou ao premiê iraquiano para pedir que ele resolva a crise política. Segundo comunicado emitido pela Casa Branca, Biden destacou "a urgente necessidade de o primeiro-ministro e os líderes de outros partidos de trabalhar unidos para resolver suas divergências”.

Após o anúncio do mandado de prisão contra Hashemi, seu partido, o Iraqiya, decidiu boicotar as reuniões do governo de união nacional, onde contam com oito ministros. No último sábado, o Iraqiya resolveu suspender sua participação no Parlamento em protesto contra o “autoritarismo” de Malik.

Com AP e AFP

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