Premiê iraquiano e grupo anti-EUA estão perto de formar coalizão

Por Khalid al-Ansary BAGDÁ (Reuters) - Seguidores do clérigo xiita e líder antiamericano Moqtada al-Sadr estão próximos de um acordo com o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, para formar coalizões de governo em várias províncias do Iraque, como resultado das eleições do mês passado, disseram neste sábado autoridades do país.

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Os dois grupos podem formar uma coalizão de governo nas províncias em que os seguidores de Sadr e os aliados do primeiro-ministro -- que está ganhando força -- conquistaram a maioria das cadeiras nos conselhos provinciais, disse Ameer Tahir al-Kinani, um membro graduado da lista de candidatos apoiada por Sadr.

"Temos um acordo inicial para formar coalizões em todas as províncias, sem exceção", disse Kinani. "Se não pudermos estabelecer sozinhos um governo local, poderemos incorporar um terceiro partido."

O parlamentar Hassan al-Sneid, do partido de Maliki, o Dawa, disse que o acerto acabou de ser finalizado entre os seguidores de Sadr e a coalizão liderada pelo Dawa, que derrotou outros grupos xiitas no que foi a eleição mais pacífica no Iraque desde a invasão do país, em 2003.

As alianças provinciais poderão ser chamadas de "Frente de Serviço Público", acrescentou Sneid.

A votação de 31 de janeiro, destinada a eleger os membros dos conselhos de 14 das 18 províncias iraquianas, transcorreram sem nenhum grande ataque de militantes e aumentaram a esperança do fim da matança sectária e da insurgência no país enquanto as tropas dos Estados Unidos se preparam para se retirar do Iraque antes de 2012.

Maliki emergiu como um grande vitorioso, com base em uma plataforma de campanha que defendia um Estado unificado e centralizado e também se posicionando como candidato forte nas eleições parlamentares no fim do ano.

Ele evitou o tom religioso e secularista que tradicionalmente caracterizou o islâmico Partido Dawa, e que marcou a campanha de seu principal rival xiita, o Conselho Supremo Iraquiano Islâmico.

O sucesso de Maliki alarmou os curdos, que foram massacrados pelo ex-presidente Saddam Hussein e desfrutam de autonomia desde que as forças de Saddam foram expulsas de suas regiões pela primeira vez, em 1991, depois da invasão do Kuwait. Os curdos temem que sua semi-independência possa ser ameaçada por Maliki.

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