Premiê indiano insiste em necessidade de diálogo com Paquistão

Nova Délhi, 17 jul (EFE).- O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, defendeu hoje, apesar da ira da oposição, a retomada do diálogo com o Paquistão, quebrado após o atentado em Mumbai em 2008 e que impulsionou na quinta-feira no Egito em reunião com o chfe do Governo paquistanês, Yousuf Raza Gillani.

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Singh teve hoje que comparecer no Parlamento de Délhi para explicar o conteúdo das conversas com Gillani dentro da cúpula do Movimento dos Países Não-Alinhados (Noal), em Sharm el-Sheikh.

Em comunicado conjunto, os dois chefes de Governo decidiram que as ações contra o terrorismo que a Índia exige do Paquistão "não deveriam estar ligadas ao processo de diálogo integral" entre as duas nações, que começou em 2004 e foi suspenso após o ataque terrorista a Mumbai, em novembro de 2008.

Singh disse hoje em que a posição de seu Governo "continua sendo que o ponto de início de um diálogo significativo com o Paquistão é o cumprimento de seus compromissos", que não só levará à Justiça os culpados do massacre de Mumbai, mas não permitirá que seu território seja base para futuras ações terroristas contra a Índia.

"Se ampliaremos o diálogo com o Paquistão, quando e de que modo dependerá dos futuros eventos", acrescentou Singh, que reiterou que, por enquanto, os secretários de Exteriores dos dois países se reunirão "tão frequentemente quanto for necessário", e os ministros farão isso dentro da próxima Assembleia Geral da ONU.

A Índia "busca relações de cooperação com o Paquistão", admitiu o primeiro-ministro, que considerou que essa é "a única maneira" de tornar realidade sua visão de um sul da Ásia em paz, segundo o discurso de Singh, retransmitido ao vivo pelo canal "NDTV".

As palavras de Singh não só não convenceram, mas irritaram mais o chefe do Bharatiya Janata Party (BJP, principal da oposição), L.K.

Advani, que acusou o Governo de "capitular" perante o Paquistão e deixou o Parlamento junto com os outros membros de sua formação.

O Paquistão recebeu com grande satisfação a retomada do diálogo com a Índia, e insistiu na necessidade de retomar as conversas.

O Governo de Singh renovou o mandato após as eleições realizadas na Índia entre abril e maio. EFE ja/an

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