NOVA DÉLHI - O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, qualificou neste domingo a Cúpula do Grupo dos Vinte (G20), que reúne os países mais ricos e os principais emergentes em Washington como muito bem-sucedida, e disse que significou uma mudança no equilíbrio de poder a favor das economias emergentes.

"Nos dois últimos anos, já tínhamos sido convidados aos encontros do G8. Mas eram consultas formais. Pela primeira vez, isso foi um diálogo genuíno entre muitos países desenvolvidos e as economias emergentes", disse Singh, em declarações à agência indiana "PTI" durante seu vôo de volta à Índia.

De acordo com Singh, as conversas representaram uma mudança no equilíbrio de poder reconhecido agora pelo Ocidente.

O primeiro-ministro revelou que tinha falado sobre o encontro com o presidente americano, George W. Bush, e que temia que este fosse contraproducente se não estivesse bem planejado ou se não se chegasse a acordos.

"Nesse caso, teria ficado um claro quadro de desacordo, que não seria bom para tramitar a crise financeira ou o dia seguinte, que está no horizonte", acrescentou.

De acordo com Singh, os líderes do G20 decidiram evitar o protecionismo para solucionar a crise e pediram mais envolvimento do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM) para ajudar os países em desenvolvimento.

Singh, que disse que, durante a reunião, não houve partidarismos, descartou que a crise vá provocar uma antecipação das eleições legislativas na Índia, previstas para o próximo ano. EFE daa/an

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