Premiê indiano adverte paquistanês que diálogo requer combate ao terror

Nova Délhi, 16 jul (EFE).- O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, advertiu hoje no Egito ao chefe do Governo paquistanês, Yousuf Raza Gillani, que a Índia não retomará as rodadas de diálogo entre as duas potências até que o Paquistão faça um esforço para conter o terrorismo que emana de seu território.

EFE |

Em um encontro com a imprensa à margem da 15ª Cúpula do Movimento dos Países Não-Alinhados (Noal), realizada hoje na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh, Singh, depois de se reunir durante três horas com Gillani, insistiu em pressionar o Paquistão em matéria antiterrorista, segundo a agência "Ians".

"Caso se continue cometendo atos de terrorismo, não há lugar para o diálogo, e menos ainda para o diálogo composto", disse o primeiro-ministro indiano, em alusão ao termo que os dois países usam para se referir a suas rodadas formais de negociações.

"Se não há uma tentativa de conter o terror, não há lugar para o diálogo", disse Singh.

No entanto, o primeiro-ministro da Índia admitiu que seu país tem a "obrigação" de se aproximar do Paquistão e afirmou que a Índia só poderá ser uma "grande potência" se a "paz" se instalar no sul da Ásia.

"Começamos o processo (para retomar o diálogo). O tempo dirá o quanto será bem-sucedida" esta tentativa, disse Singh.

O primeiro-ministro disse que exigiu a Gillani durante sua reunião que não voltem a acontecer ataques como o que atingiu a cidade financeira de Mumbai no final de novembro de 2008, do que Nova Délhi responsabiliza o grupo islâmico Lashkar-e-Toiba, supostamente com base no Paquistão.

Singh e Gillani se reuniram hoje pela primeira vez desde o massacre em Mumbai, que paralisou as rodadas de diálogo que as duas potências mantinham desde 2004 e que estavam centradas na resolução de disputas territoriais como a Caxemira e assuntos econômicos.

Em comunicado conjunto divulgado à imprensa, os dois líderes admitiram após o encontro que "o diálogo é a única forma de avançar".

O terrorismo é "a maior ameaça para ambos os países", segundo a nota conjunta, que acrescenta que "a ação contra o terrorismo não deve estar ligada" ao processo de diálogo entre os dois países. EFE amp/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG