Premiê hasteia bandeira nepalesa no Palácio Real após saída do rei

Katmandu, 15 jun (EFE).- O primeiro-ministro nepalês, Girija Prasad Koirala, hasteou hoje a bandeira nacional no Palácio Real, em um ato simbólico de abolição da Monarquia, depois que o antigo monarca, Gyanendra, deixou o local, em 11 de junho.

EFE |

"A bandeira nacional está tremulando agora nas mãos do povo no Palácio Real", disse Koirala após levantar a bandeira no edifício, que deve ser transformado em museu.

Vários líderes políticos, diplomatas e autoridades do Nepal assistiram à cerimônia.

O primeiro-ministro afirmou que a bandeira representa a independência nepalesa.

O secretário do Ministério do Interior nepalês, Umesh Mainali, disse à Agência Efe que o palácio era um lugar "proibido" para o povo, mas que agora todos terão acesso a ele.

No entanto, Mainali não especificou quando o museu será aberto ao público - uma medida que faz parte da resolução aprovada em 28 de maio pela Assembléia Constituinte, e na qual o Nepal proclamou a República e deixou para trás 240 anos de Monarquia.

Gyanendra abandonou o palácio de Narayanhiti 15 dias após a declaração da República, prometendo trabalhar para o "bem-estar" do povo nepalês.

"Sempre contribuirei para o bem-estar e a tranqüilidade do país.

Espero que todo mundo me ajude nessa tarefa", disse Gyanendra, em sua despedida.

O Governo interino concordou em ceder a Gyanendra o palácio de Nagarjuna - utilizado como residência de verão do rei -, situado no alto de uma colina nos arredores de Katmandu.

O Governo nepalês está sob gestão temporária, à espera da formação de um novo Governo liderado pelos maoístas, que venceram as eleições de abril.

Os maoístas, inimigos do antigo monarca, ainda precisam negociar com os outros dois principais partidos - entre eles o Partido do Congresso Nepalês (NCP), do ainda primeiro-ministro Koirala - a reintegração dos ex-combatentes maoístas no Exército.

Precisam tratar também sobre se o Governo poderá ser dissolvido com uma maioria simples do Parlamento ou se precisará de dois terços dos votos da Câmara.

Não se sabe ainda o nome do novo presidente da República, mas já foi iniciado um acordo a fim de manter o posto de primeiro-ministro e de decidir quem assumirá a Presidência. EFE ms/fh/an

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