Paris, 17 mar (EFE).- O primeiro-ministro francês, François Fillon, defendeu hoje a reintegração da França no comando militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como um ajuste necessário que não afetará a independência e soberania do país.

Após a concretização do retorno pleno à Aliança, a França - disse Fillon no Parlamento - continuará sendo um aliado, "mas não um vassalo" dos Estados Unidos.

Com essas declarações, o primeiro-ministro tenta responder às críticas da oposição de esquerda, que argumenta que o retorno ao comando militar da Otan implicará em se submeter às decisões de Washington e prejudicará a imagem de independência de Paris.

A França "atua e atuará sempre segundo suas convicções", acrescentou Fillon, antes de insistir em que Paris deve ocupar seu lugar na defesa europeia.

Enquanto Fillon tenta convencer os deputados para que votem a favor desta iniciativa, o ministro da Ecologia francês, Jean-Louis Borloo, fazia algo parecido no Senado, onde leu uma declaração governamental sobre o retorno à Otan.

Em sinal de protesto contra a ausência de debate e voto, os senadores da oposição saíram da Câmara Alta durante a leitura.

Apesar dos protestos que está gerando, a decisão do retorno ao comando militar da Aliança que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou no último dia 11 deve se concretizar no início de abril na cúpula que a Otan realizará nas cidades de Estrasburgo (França) e Kehl (Alemanha). EFE pi/an

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