Premiê francês chega à China para reparar laços bilaterais

Pequim, 20 dez (EFE).- O primeiro-ministro francês, François Fillon, chegou hoje a Pequim, onde inicia uma viagem oficial de três dias com o objetivo de melhorar as relações, após as tensões bilaterais entre os dois Governos em 2008, informou a agência oficial Xinhua.

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Em sua primeira visita à China como chefe de Governo, Fillon deve se reunir com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, assim como com o presidente, Hu Jintao; o líder do Legislativo, Wu Bangguo; e o vice-primeiro-ministro Li Keqiang.

Acompanha Fillon uma delegação de 40 personalidades que inclui empresários, legisladores e personalidades da cultura francesa, destacou a "Xinhua".

Durante a visita, o primeiro-ministro destinará parte da agenda à cooperação nuclear e, nesse sentido, as empresas EDF e Areva assinarão acordos com o grupo chinês CGNPC.

Além disso, a firma francesa Safran, sócia da americana General Electric, poderia anunciar um contrato milionário para fabricar os motores do C919, o avião conhecido como o "jumbo chinês" que pretende competir com o A320 da Airbus e com o Boeing 737 a partir de 2016.

A China e a França protagonizaram fortes tensões no ano passado, iniciadas quando a tocha olímpica se deparou com duros protestos de grupos pró-direitos humanos e de apoio ao independentismo tibetano ao passar por Paris, em abril de 2008.

Cidadãos chineses responderam a isso pedindo, em maio, o boicote a empresas francesas com presença no país asiático, sendo especialmente notáveis os ataques contra a rede de supermercados Carrefour.

As tensões sociais chegaram aos respectivos Governos, quando o presidente francês, Nicolas Sarkozy, se reuniu com o dalai lama em novembro. Diante disso, o Governo chinês suspendeu a cúpula sino-europeia que aconteceria em dezembro, em Lyon (França).

Os dois países deram por concluído o período de tensões em abril deste ano, quando Paris assinou um documento que reconhecia a pertinência do Tibete à China, em troca de que Sarkozy pudesse se reunir com o presidente chinês na cúpula do Grupo dos Vinte (G20, os países mais ricos e os principais emergentes), em Londres. EFE abc/an

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