Londres, 23 ago (EFE).- O primeiro-ministro escocês, Alex Salmond, defendeu hoje a libertação do terrorista líbio condenado à prisão perpétua pela morte de 270 pessoas no atentado contra um avião da Pan Am que sobrevoava Lockerbie (Escócia).

Em declarações à "BBC", Salmond respondeu a uma carta do diretor do FBI (polícia federal americana), Robert Müller, ao ministro da Justiça escocês, Kenny McAskell.

Segundo Salmond, a decisão do seu Governo de soltar o líbio Abdelbaset Ali al-Megrahi foi "correta" e baseada em "motivos igualmente corretos".

Na carta que enviou a McAskell, o diretor do FBI disse que a libertação do terrorista, solto por estar com um câncer de próstata em fase terminal, "zomba da lei", é um "grave equívoco" e alegrará os adeptos do terrorismo no mundo todo.

Müller, que foi promotor antes de ser nomeado para chefiar o FBI, teve um papel-chave na investigação dos atentados de 1988 - o pior da história do Reino Unido -, o que explica sua indignação.

Em sua resposta, Salmond disse que a decisão de libertar Megrahi por razões humanitárias foi tomada em conformidade com a legislação escocesa, que permite que um preso seja solto por "compaixão", O premiê acrescentou que, antes de a medida ser tomada, as autoridades consultaram as famílias das vítimas americanas do atentado e os políticos desse país, inclusive a secretária de Estado, Hillary Clinton.

Salmond disse ainda que a Escócia tem uma "forte" e "duradoura" relação com os Estados Unidos, o que não significa que as partes "tenham concordar sempre com tudo". EFE jr/sc

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