Premiê e gabinete peruanos colocam cargos à disposição por escândalo

Lima, 9 out (EFE) - O primeiro-ministro peruano, Jorge del Castillo, e o Gabinete foram hoje ao Palácio de Governo para colocar seus cargos à disposição do presidente do país, Alan García, após receber uma forte rejeição no Congresso pelo escândalo de corrupção na concessão de lotes petrolíferos.

EFE |

"O doutor Alan García ficará com total liberdade para definir o que acha pertinente e todos ficaremos agradecidos de servir ao país", disse Castillo em uma entrevista coletiva no Congresso.

Acompanhado por seus ministros e os legisladores do governista Partido Aprista, um visivelmente contrariado del Castillo disse que ninguém deve ser "um obstáculo" para o progresso do país e apelou para que atuem com responsabilidade frente aos fatos.

Castillo afirmou que "a estabilidade do país está em jogo, o futuro de novas e maiores investimentos para o Peru e continuar a linha do crescimento justo agora neste momento complicado da economia internacional".

Pouco antes, Castillo e quase todos os membros do Gabinete foram ao Congresso de forma voluntária, mas sem um convite formal, para tentar se distanciar do escândalo pela suposta concessão irregular em setembro de cinco lotes petrolíferos ao consórcio formado pela empresa norueguesa Discover Petroleum e a estatal peruana Petroperú.

No meio do mal-estar e da tensão, os legisladores da oposição abandonaram o plenário por considerar que o primeiro-ministro e seu Gabinete deviam ser recebidos pelo Congresso na terça-feira, como estava previsto, data em que se debaterá uma moção de censura contra o Governo.

O escândalo de corrupção, conhecido como "Petrogate" no Peru, custou, até o momento, o posto do ministro da Energia e Minas, Juan Valdivia, e de dois altos funcionários. EFE wat/db

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