Premiê e chefe das Forças Armadas de Guiné-Bissau são detidos por militares

Um grupo de militares rebeldes de Guiné-Bissau, antiga colônia de Portugal na África, detiveram nesta quinta-feira o primeiro-ministro do país, Carlos Gomes Júnior, e o chefe das Forças Armadas, Zamora Induta.

iG São Paulo |

Segundo as agências BBC e Associated Press, o primeiro-ministro já foi liberado. Porém, a situação do país é incerta porque as linhas telefônicas não estão funcionando, de acordo com a BBC.

Nesta quinta-feira, a rádio nacional interrompeu a programação para tocar marchas militares, um símbolo de que no momento acontecia uma tentativa de golpe.

Por trás da operação estaria o vice-presidente da Forças Armadas, António Indjai, que se autoproclamou chefe do Estado-Maior, segundo a agência Lusa.

Segundo o jornal português O Público, o presidente, Malam Bacai Sanhá, fez um apelo à tranquilidade no país, dizendo que os problemas registrados nesta quinta-feira são essencialmente entre militares.

A RTP (Rádio e Televisão Portuguesa, empresa pública de comunicação) informou que Sanhá teve uma reunião com os militares responsáveis pelas prisões e disse que a situação "está calma. Não há problema".

Um correspondente da BBC diz que a situação na sede da Presidência na capital, Bissau, é calma.

Histórico

A rádio nacional interrompeu sua programação para tocar músicas militares, medida que correspondentes dizem ser um código para um anúncio de golpe de Estado.

Soldados armados tentaram entrar nos escritórios da ONU, onde um ex-comandante da Marinha permaneceu refugiado por 94 dias antes de deixar o país.

A Guiné-Bissau, uma ex-colônia portuguesa, é considerada um dos principais centros para o tráfico de cocaína da América do Sul para a Europa.

O ex-presidente Nino Vieira foi morto em março de 2009 por um grupo de soldados, horas depois de o chefe do gabinete militar ter sido morto em uma explosão. O presidente Sanhá venceu eleições três meses depois.

Com BBC e AP

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