Premiê do Zimbábue volta ao país para preparar enterro da mulher

Harare, 9 mar (EFE).- O primeiro-ministro do Zimbábue, Morgan Tsvangirai, retornou hoje a Harare para preparar o funeral de sua mulher, Susan, após ter recebido tratamento médico em Botsuana pelos ferimentos leves decorrentes do acidente de trânsito que os dois sofreram.

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A tragédia aconteceu na sexta-feira, um mês após a posse de Tsvangirai como premiê num Governo de coalizão, quando um caminhão bateu de lado na caminhonete 4x4 do político, que na hora se dirigia à área rural de Buhera, 170 quilômetros ao sul de Harare.

O partido de Tsvangirai, Movimento para a Mudança Democrática (MDC), anunciou que fará uma "investigação independente" para esclarecer as causas do acidente.

As especulações sobre um plano do Governo para matar o adversário político do presidente, Robert Mugabe, se espalharam por todo o país, já que o partido governista, o União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), foi acusado inúmeras vezes de matar militantes do MDC.

Embora ao chegar hoje ao Zimbábue Tsvangirai tenha dito publicamente que a morte de sua mulher foi "um acidente", seu partido disse que a batida poderia ter sido evitada se o premiê estivesse recebido a proteção devida a um membro do Governo.

"Questionamos as circunstâncias do acidente e as medidas de segurança que protegem o primeiro-ministro", declarou hoje à televisão sul-africana "E-News" um porta-voz do MDC, George Shibotshiwe.

O partido opositor a Mugabe dispunha de um veículo blindado para Tsvangirai até junho, quando ele foi confiscado pela Polícia zimbabuana.

"Mesmo depois da posse do premiê o veículo não foi devolvido, e nunca nos foi explicado porque ele havia sido confiscado", declarou Shibotshiwe.

Na quarta-feira, Susan Tsvangirai será enterrada em Buhera, informou o porta-voz do MDC, Nelson Chamisa.

Susan, conhecida entre os seguidores do MDC como a "nova mãe do Zimbábue", dado o apoio incondicional que prestou a seu marido durante toda sua carreira política, estava casada com o líder da oposição havia mais de 30 anos e teve seis filhos com ele. EFE rt/jp/sc

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