Premiê do Paquistão defende governo na Suprema Corte

Gilani diz que não pediu reabertura de investigação contra Zardari por causa de imunidade presidencial

iG São Paulo |

O primeiro-ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gilani, compareceu diante da Suprema Corte do país nesta quinta-feira para defender seu governo de acusações de corrupção. Após cerca de uma hora, a audiência foi encerrada e adiada para 1º de fevereiro, para que os advogados de Gilani possam preparar a defesa.

Gilani foi chamado à Suprema Corte – na terceira convocação de um premiê na história do país – para explicar o motivo de ter se recusado a pedir que autoridades suíças reabrissem uma investigação contra o presidente Asif Ali Zardari, acusado de lavagem de dinheiro.

Leia também: Justiça do Paquistão intima premiê a depor sobre corrupção

AP
O primeiro-ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gilani, acena ao chegar à Suprema Corte em Islamabad, no Paquistão

Em 2009, a Suprema Corte anulou um decreto de anistia geral que exonerava Zardari de ser responsabilizado judicialmente pelo suposto desvio de fundos públicos transferidos a um banco suíço. Desde então, vem pressionando o governo para reabrir a investigação contra o presidente.

Em um discurso de dez minutos, Gilani expressou seu “respeito” pela Corte e disse que não fez o pedido às autoridades suíças porque Zardari tem “completa imunidade dentro e fora do Paquistão”.

O advogado do premiê, Aitzaz Ahsan, pediu um mês para se preparar para o caso, já que a convocação judicial foi emitida na segunda-feira .

O Supremo, porém, lhe concedeu duas semanas e disse que o premiê não precisará comparecer à próxima audiência. Gilani saiu sorridente do tribunal e cumprimentou partidários que estavam no local.

Analistas acreditam que a aparição de Gilani diante da Suprema Corte pode reduzir as tensões políticas no Paquistão. O governo vem entrando em conflito com a Suprema Corte por causa de numerosas ordens anunciadas nos últimos dois anos – entre elas a questão da imunidade presidencial -, e também com o Exército.

A crise com os militares foi desencadeada por um escândalo conhecido como "memogate", que se refere à divulgação de um memorando no qual um ex-diplomata ligado a Zardari pedia ajuda aos EUA para conter um suposto golpe.

Com Reuters e AP

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