Premiê do Japão: Há vazamento de quantidades mínimas de radiação

Naoto Kan inspecionou usina de Fukushima após tsunami. Mais de 45 mil pessoas tiveram de deixar suas casas na área isolada

iG São Paulo |

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, informou neste sábado o vazamento de "quantidades mínimas de radiação" de uma usina nuclear de Fukushima após o terremoto que sacudiu na sexta-feira a costa leste do Japão, informou a agência local Kyodo. Kan viajou neste sábado para Fukushima para inspecionar a área atingida.

Kan pediu à população que observe com rigor a área de isolamento em torno das usinas. A Agência de Segurança Industrial e Nuclear garantiu que o vazamento não ameaça a população. A inspeção foi feita antes de uma  explosão destruir um dos prédios da usina nuclear de Fukushima 1 , deixando quatro feridos.

Nas centrais nucleares de Fukushima 1 e 2, a cerca de 250 quilômetros de Tóquio, as autoridades liberaram vapor radioativo para reduzir a pressão excessiva em ao menos dois reatores. A radioatividade registrada na sala de controle de um reator da central de Fukushima 1 atingiu um nível mil vezes superior ao normal, após problemas de refrigeração provocados pelo terremoto. 

Antes da liberação do vapor radioativo, as autoridades decretaram uma zona de isolamento de 10 quilômetros em torno de Fukushima 1, envolvendo mais de 45 mil pessoas que vivem na região.

Na central nuclear de Fukushima 2, na mesma zona, o procedimento para liberar vapor radioativo foi adotado em ao menos um de três reatores que perderam parte de sua capacidade de resfriamento. Fukushima 2 também era centro de uma área de isolamento, de 3 km de raio, decretada pelas autoridades para afastar a população. As duas centrais nucleares estão separadas por 12 km.

Sétimo terremoto da história

De acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS), trata-se do sétimo maior terremoto desde que os abalos começaram a ser listados e o quinto maior desde 1900. O tremor ocorreu às 14h46 do horário local (2h46 de Brasília) e teve epicentro no Oceano Pacífico, a 160 quilômetros da costa. Na quarta-feira, um tremor de 7,3 foi registrado na mesma área. O tremor foi 8 mil vezes mais forte do que o abalo que atingiu Christchurch, na Nova Zelândia, no mês passado, disseram cientistas.

Além de a costa nordeste ter sofrido vários abalos secundários após o tremor, um forte terremoto aconteceu no centro do país neste sábado (na tarde de sexta-feira em Brasília).

O tsunami causado pelo tremor de 8,9 correu através do Oceano Pacífico a uma velocidade de 800 km/h - tão rápido quanto um jato -, antes de chegar ao Filipinas, Indonésia e Havaí e à Costa Oeste dos EUA, mas sem registro de grandes danos.

No período da noite, as ondas começaram a chegar à América Latina, no México, e devia descer progressivamente até Puerto Williams, no extremo sul do Chile, onde os efeitos eram esperados por volta das 3h.

Com AFP, AP e EFE

    Leia tudo sobre: japãoterremototremortsunamiusina nuclear

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG