Premiê do Iraque diz que é hora de tropas britânicas irem embora

LONDRES - O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, afirmou na segunda-feira que é hora das tropas britânicas deixarem o sul do país, pois elas não são mais necessárias para manter a segurança e o controle sobre a região. Em entrevista ao jornal The Times, Maliki disse que a experiência dos britânicos ainda pode ser necessária no treinamento das forças iraquianas e em algumas questões tecnológicas, mas a ênfase agora está nas relações comerciais.

Reuters |

Ele agradeceu às forças lideradas pelos Estados Unidos por sua "ajuda importante", mas disse que "a página já foi virada".

"A arena iraquiana está aberta para as empresas britânicas e para a amizade britânica, para o comércio e para a cooperação positiva nas áreas científica e educacional", disse.

A Grã-Bretanha foi a principal aliada do presidente norte-americano, George W. Bush, na invasão do Iraque, em março de 2003, que derrubou Saddam Hussein do poder.

As tropas britânicas ajudaram a treinar o Exército e a Marinha iraquianos. Já uma unidade de forças especiais com base em Bagdá foi usada para combater os militantes da Al Qaeda e de outros grupos. A Grã-Bretanha tem 4.100 militares no Iraque atualmente.

Na entrevista, Maliki lembrou que as forças britânicas deixaram sua base na cidade de Basra, no ano passado, passando a outra base, em um aeroporto afastado do centro da cidade.

"Eles se afastaram do confronto, o que deu às gangues e às milícias a chance de tomar o controle da cidade", disse Maliki.

"A situação se deteriorou tanto que jovens corrompidos carregavam espadas e cortavam as gargantas de mulheres e crianças", disse.

"Os cidadãos de Basra pediram nossa ajuda... E (as forças iraquianas) trabalharam para retomar a cidade".

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