Porto Príncipe, 29 jul (EFE).- A primeira-ministra do Haiti, Michèle Pierre-Louis, classificou hoje como grave o naufrágio no domingo passado de um barco com 200 imigrantes ilegais haitianos perto das ilhas Turks e Caicos e que deixou 16 mortos e 70 desaparecidos.

Pierre-Louis deu tal declaração ao final de uma reunião com os membros do Conselho Superior da Polícia Nacional (CSPN) haitiana.

A primeira-ministra anunciou que entrou em contato com o Serviço Marítimo e de Navegação do Haiti (Semanah) para analisar as causas das debilidades em matéria de controle da navegação e tomar as medidas correspondentes.

"É preciso ver se os fatos ocorridos resultam da fraqueza da instituição (Semanah) e como podemos ajudá-la a fazer seu trabalho com eficiência", declarou.

Em relação à situação dos imigrantes haitianos ilegais nos Estados Unidos, a primeira-ministra informou que seu Governo está em comunicação com o Governo americano para encontrar uma solução.

No entanto, a chefe de Governo assegurou que a Administração americana "não vai repatriar ninguém".

O Governo dos EUA estuda a possibilidade de conceder uma estadia temporária a imigrantes ilegais haitianos como forma de reduzir a pressão social causada pelos graves danos das tempestades que afetaram severamente o Haiti em 2008, as quais deixaram cerca de 900 mortos e US$ 1 bilhão em perdas materiais.

A primeira-ministra haitiana falou também da "prudência" dos EUA com o assunto, para não dar a impressão de "abrir as portas" para a imigração ilegal. EFE gp/bba

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