Premiê deposto se entrega a junta militar na Guiné

O primeiro-ministro deposto da Guiné, Ahmed Tidiane Souare, se entregou à junta militar que tomou o poder do país por meio de um golpe no início da semana. Souare e outros ministros de seu governo se entregaram ao líder Moussa Dadis Câmara, depois de receberem ordens para se apresentar em uma base militar na capital, Conacri.

BBC Brasil |

O premiê afirmou que seu governo está à disposição da junta militar.

Camara, que se declarou presidente do país na quarta-feira, afirmou que os ministros estariam em segurança e pediu que eles auxiliem o novo regime.

Os militares deram as ordens à autoridades através de um comunicado transmitido em cadeia nacional de rádio e TV. Os líderes do golpe também pediram que os funcionários públicos voltassem ao trabalho.

Condenação
A União Africana condenou o golpe militar na Guiné. O bloco econômico regional, a Ecowas (Comunidade Econômica dos Estados do Oeste Africano, na sigla em inglês), anunciou que o envio de uma delegação à Guiné para tentar convencer o Exército a restabelecer a ordem constitucional.

A missão conta com o apoio da União Africana.

O correspondente da BBC na vizinha Gana, Will Ross, disse que a condenação internacional e regional ao golpe difere da opinião do povo da Guiné.

Segundo ele, a população estava cansada do governo autoritário de Conte, que comandava o país com mão de ferro desde 1984.

Na quarta-feira, Camara nomeou um Conselho Nacional composto de 32 membros para administrar o país.

Ele afirmou ainda que a junta deve realizar eleições "livres, transparentes e de confiança" em dezembro de 2010, quando o mandato de Conte chegaria ao fim.

De acordo com ele, o Conselho não ambição de ficar no poder e que a única razão para a tomada de poder seria garantir a integridade nacional.

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