Israel pediu material bélico aos EUA para atacar o Irã, diz jornal

Segundo diário israelense Haaretz, premiê Benjamin Netanyahu solicitou aeronaves de abastecimento e bombas para secretário de Defesa Leon Panetta

iG São Paulo |

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu em Washington ao secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta , que aprove a venda do material bélico necessário para bombardear o Irã , segundo o jornal israelense Haaretz.

AP
O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos EUA, Barack Obama, têm reunião no Salão Oval da Casa Branca, em Washington (5/3)
De acordo com o diário, durante uma reuinião, Netanyahu solicitou a aquisição de aeronaves de abastecimento e bombas antibunker GBU-28, necessárias para destruir os principais centros do programa nuclear iraniano .

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A instalação de Fordo, próxima da cidade de Qom e na qual Teerã enriquece urânio, está construída parcialmente dentro de uma montanha, enquanto a de Natanz, ao sul da capital, se encontra oito metros sob o nível do solo, protegida por várias camadas de cimento.

O jornal, que se baseia em informações fornecidas por um alto funcionário americano, assinala que o presidente americano, Barack Obama, encarregou Panetta de trabalhar diretamente sobre o ministro de Defesa israelense, Ehud Barak.

Um documento diplomático revelado pelo site WikiLeaks assinala que, durante reunião de novembro de 2009, Israel e EUA falaram sobre a "entrega a Israel de bombas GBU-28, apontando que a transferência deveria ser feita com discrição para evitar alegações de que o governo dos EUA estaria ajudando Israel a preparar um ataque contra o Irã".

Aliados

Na terça-feira, em discurso ao Comitê de Assuntos Públicos Estados Unidos-Israel (Aipac, na sigla em inglês), Panetta disse que os EUA estão decididos a garantir que Israel mantenha sua "superioridade militar" sobre seus adversários, no momento em que os israelenses enfrentam a ameaça de um Irã com armas nucleares.

"Esse é um compromisso inabalável, de que os EUA darão o apoio que for necessário a Israel para manter sua superioridade militar sobre qualquer Estado ou coalizão de Estados, assim como frente a atores não-estatais", disse Panetta ao comitê em Washington.

Já o presidente americano, que esteve na segunda-feira com Netanyahu, reiterou o compromisso de seu governo com Israel, mas tentou defender-se de críticas dos pré-candidatos presidenciais republicanos que reivindicam uma posição mais dura de Washington em relação às ambições atômicas iranianas.

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"Pela segurança de Israel, dos EUA e pela paz e segurança do mundo, agora não é tempo de tumulto", disse Obama a milhares na conferência política anual do Aipac. "Agora é o momento de deixar nosso aumento de pressão fazer efeito e sustentar a ampla coalizão internacional que construímos."

Em encontro com Obama, Netanyahu defendeu a soberania de Israel sobre o Irã e disse que "Israel deve continuar sendo mestre de seu próprio destino”. “Temos de ser capazes de nos defender, sozinhos, de qualquer ameaça", afirmou Netanyahu ao lado de Obama.

*Com EFE e AP

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