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Premiê da Tailândia rejeita oferta dos camisas vermelhas

O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, rejeitou neste sábado uma nova oferta de acordo dos manifestantes contrários ao governo - os chamados camisas vermelhas - para acabar com os protestos em troca da antecipação de eleições. Os camisas vermelhas disseram na sexta-feira que aceitam a dissolução do Parlamento dentro de um mês, e não de imediato, como exigiam antes.

BBC Brasil |

Eles pediram ainda uma investigação do ocorrido durante choques entre policiais e manifestantes nas últimas duas semanas e que deixaram um saldo de 25 mortos.

Abhisit afirmou: "Como eles recorrem à violência e à intimidação, eu não posso aceitar isso."
"O ultimato de 30 dias não é o problema", afirmou. "A dissolução (do Parlamento) precisa ser feita para o benefício do país inteiro, não apenas para os camisas vermelhas, e precisa acontecer no momento apropriado."
O primeiro-ministro tailandês disse que dará mais detalhes sobre seus planos no domingo. "Amanhã tudo vai ficar mais claro, quando eu e o comandante do Exército aparecermos juntos em meu pronunciamento semanal pela televisão."
Abhisit já tinha proposto a realização de eleições no final de 2010 - um ano antes do programado.

Os manifestantes dizem que acreditam que o governo esteja se preparando para dispersá-los à força, afirmou a correspondente da BBC na capital, Bangcoc, Rachel Harvey.

Segundo a repórter, um dos líderes do protesto disse que a informação lhes foi passada secretamente por integrantes das forças de segurança solidários à causa dos camisas vermelhas.

Um porta-voz militar disse anteriormente que "terroristas" que tinham se infiltrado na multidão seriam reprimidos, mas as condições para isso não eram apropriadas por causa da presença de muitas pessoas inocentes, como mulheres e crianças.

Vários dos manifestantes são partidários do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto em um golpe militar em 2006.

Eles dizem que o governo de Abhisit é ilegítimo porque ele assumiu o poder em 2008 com o apoio do Parlamento, depois que o Judiciário dissolveu a câmara anterior, favorável a Thaksin.

Os manifestantes formaram um grande acampamento no distrito comercial de Bangcoc. Foram erguidas várias barricadas no local.

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