Premiê da Austrália alerta para ameaça terrorista no país

SYDNEY - O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, afirmou hoje que a ameaça terrorista na Austrália e no exterior persiste, depois que as forças de segurança australianas descobriram um plano de um atentado em Sydney.

EFE |

Rudd pediu aos cidadãos que tenham confiança na capacidade do país de lutar contra o terrorismo, mas disse também que "sejam conscientes de que a ameaça terrorista persiste".

O premiê australiano, em entrevista coletiva em Cairns, em Queensland, onde participa do fórum anual dos países do Pacífico Sul, acrescentou que "os processos de segurança" não serão alterados para o evento, no qual participam chefes de Estado e do Governo de 15 países.

Durante a madrugada (local) a Polícia deteve em Melbourne, no sudeste do país, quatro supostos terroristas vinculados com o grupo somali Al-Shabaab, que os Estados Unidos vinculam à Al Qaeda.

O Al-Shabaab é um grupo fundamentalista islâmico que foi ala militar da antiga União das Cortes Islâmicas (UCI) que, durante 2006, controlou todo o sul da Somália.

A operação policial começou há sete meses quando as forças de segurança notaram a movimentação da suposta célula terrorista em torno da base de Holsworthy, em Sydney, e em outras bases militares do país.

"A intenção destes homens era penetrar nas barracas militares e matar a maior quantidade de pessoas possível. Este teria sido, se tivesse sido cometido, o mais sério ataque em território australiano", afirmou o chefe da Polícia interino, Tony Negus.

A Austrália nunca sofreu um ataque terrorista em seu território, embora os interesses australianos tenham sido alvo de atentados na Indonésia nos últimos anos.

O mais grave foi o ocorrido na ilha indonésia de Bali em 2002, que matou 202 pessoas, entre elas 88 australianos, e o mais recente o ocorrido em julho em Jacarta, no qual 9 pessoas morreram, incluindo três australianos.

As duas ações foram atribuídas pelas autoridades da Indonésia à Jemaah Islamiya, grupo terrorista considerado o elo da Al Qaeda no Sudeste Asiático. EFE mg/db

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