Premiê chinês vai a Coreia do Norte para discutir progama nuclear

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il, fez uma rara aparição pública neste domingo ao receber pessoalmente, no aeroporto de Pyongyang, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, que desembarcou no país para uma visita oficial de três dias. Durante sua visita, Wen deve tentar persuadir o governo norte-coreano a retomar as negociações internacionais sobre o fim de seu programa nuclear.

BBC Brasil |

No último mês de abril, a Coreia do Norte abandonou as chamadas negociações de seis partes, que também incluem a China, a Rússia, os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão.

Um mês depois, em maio, o governo norte-coreano anunciou ter conduzido com sucesso um teste nuclear, aumentando ainda mais a tensão na península coreana.

Logo após ser recebido em Pyongyang por Kim Jong-il, Wen iniciou as negociações com o primeiro-ministro norte-coreano, Kim Yong-il.

Anteriormente, havia sido divulgado que ele iria negociar diretamente com Kim Jong-il, mas a informação foi desmentida.

Relações
De acordo com correspondentes, Kim está com a saúde bastante comprometida e não costuma receber visitantes estrangeiros.

Sua aparição no aeroporto neste domingo indica a importância dada pelo governo norte-coreano às relações com a China.

A China é o maior parceiro comercial da Coreia do Norte e tem grande influência sobre o governo de Pyongyang, que recentemente indicou estar disposto a retomar as negociações sobre seu programa nuclear.

"Resolver problema"
No mês passado, a imprensa estatal da China informou que Kim Jong-il teria afirmado a um representante chinês que visitava o país que estaria disposto a dialogar sobre seu programa nuclear, para "resolver este problema relevante por meio de negociações bilaterais e multilaterais".

Há tempos Pyongyang busca negociações diretas com os Estados Unidos, que até recentemente defendiam que qualquer diálogo deveria envolver os outros países da estrutura de seis partes.

Washington, no entanto, parece ter mudado um pouco sua recusa em manter discussões bilaterais, talvez com a intenção de trazer novamente a Coreia do Norte para as negociações multilaterais.

Programa nuclear
Em fevereiro de 2007, a Coreia do Norte concordou em abandonar seu programa nuclear em troca de auxílio econômico e concessões políticas.

Em junho deste mesmo ano ela fechou o reator de Yongbyon, mas as negociações foram interrompidas após discordâncias em relação ao modo como o desmantelamento do programa nuclear seria verificado.

Depois disso, Pyongyang adotou uma postura mais beligerante, fazendo testes de mísseis de longo-alcance e efetuando um segundo teste nuclear.

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