Premiê chinês diz que país pode crescer 8% este ano

Pequim, 13 mar (EFE).- O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, disse nesta sexta-feira que a China pode cumprir o objetivo de crescer 8% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, embora seja difícil e somente se forem feitos esforços consideráveis.

EFE |

"É necessário estabelecer uma meta de crescimento, embora não seja fácil alcançá-la. É o mesmo que acontece com um barco que precisa de uma bússola para navegar. Saber para onde queremos ir", disse Wen à imprensa ao término da sessão anual da Assembleia Nacional Popular.

Ele também destacou que existem medidas listadas e munição reservada para lançar a qualquer momento um novo plano de estímulo, em caso de dificuldades adicionais causadas pela crise.

"Enfrentamos outras crises mais difíceis. Se for necessário, enfrentaremos outras maiores com novas políticas de estímulo, já que contamos com a munição reservada", afirmou.

O chefe do Executivo chinês mencionou o pacote de estímulo para dois anos lançado em novembro no valor de US$ 586 bilhões, dos quais US$ 172,55 bilhões são de contribuição do Governo central como novos investimentos.

"Alguns dos projetos do pacote, como estradas, ferrovias e outras obras de infraestrutura, fazem parte do 11º Plano Quinquenal (2006-2010) e sua execução vai se acelerar graças ao pacote de estímulo", acrescentou Wen.

O pacote não inclui, porém, a redução de impostos, os aumentos da previdência e do salário de 12 milhões de professores, os subsídios para camponeses e o investimento em saneamento, conforme esclareceu o primeiro-ministro.

A respeito do impulso ao consumo interno, ele destacou o potencial de mercado que representa 900 milhões de pessoas, de uma população de 1,3 bilhão, que vivem no campo e podem chegar a ser um mercado maior do que o dos Estados Unidos e o da União Europeia.

"Além de mão-de-obra abundante, a China tem talentos competitivos. Hoje temos problemas de emprego, mas os recursos humanos serão, com o tempo, vantajosos para o desenvolvimento", apostou.

"O importante é que façamos um bom trabalho e fortaleçamos a supervisão das medidas", insistiu, referindo-se à necessidade de evitar a corrupção.

Sobre o aumento da contribuição chinesa ao Fundo Monetário Internacional (FMI), Wen mostrou-se a favor de que todos assumam as responsabilidades conjuntamente conforme suas cotas.

"O aumento da contribuição ao FMI por parte de qualquer país deve ser considerado segundo a situação de cada nação", destacou.

Além disso, Wen opinou sobre o FMI, dizendo que a estrutura de sua administração interna deve ser reformada para evitar riscos financeiros e de investimento, equilibrar os direitos e deveres e prestar mais atenção aos interesses dos países em vias de desenvolvimento.

Segundo ele, "outras instituições financeiras internacionais deveriam tomar medidas de financiamento". Trata-se, no entanto, de medidas que não dependem do Governo chinês.

O chefe do Executivo reconheceu a repercussão do desemprego na estabilidade social com aumento entre migrantes internos e graduados.

"Para resolver o problema, o mais importante é aumentar o apoio às pequenas e médias empresas, que dão trabalho a 90% da mão-de-obra", afirmou, acrescentando que a China enfrenta uma situação "muito grave" em questão de emprego, devido à crise financeira global. EFE pc/jp/ma

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG