Premiê canadense acusa oposição de tentar obter o poder ilegitimamente

Toronto (Canadá), 28 nov (EFE) - O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, acusou hoje a oposição de tentar obter o poder de forma ilegítima e adiou até 8 de dezembro uma votação no Parlamento que pode significar o fim de seu Governo. O Partido Conservador de Harper ganhou em 14 de outubro eleições gerais antecipadas que ele mesmo convocou, mas faltaram 12 deputados para que obtivesse maioria absoluta no Parlamento. Na quinta-feira, o Governo apresentou um plano orçamentário que não oferece medidas similares às adotadas por outros países para reativar a economia canadense e disse que qualquer estímulo financeiro teria que esperar até o primeiro semestre de 2009. Após a apresentação do plano, o principal partido da oposição, o Partido Liberal, e o quarto grupo no Parlamento, o social-democrata NDP, iniciaram negociações para criar uma coalizão e derrubar Harper. Os dois partidos, junto com o defensor da soberania Bloco Quebequense, o terceiro partido no Parlamento, consideram que Harper não entende a gravidade da crise econômica que afeta o país. Em declaração transmitida pela televisão, Harper negou as acusações da oposição e afirmou que os partidos da oposição estão tentando desfazer os resultados eleitorais com acordos privados. Há menos de dois meses, o povo canadense concedeu a nosso partido um forte mandato para dirigir o Canadá durante a pior crise financeira de gerações, disse Harper. Enquanto nós trabalhávamos para melhorar a ec...

EFE |

"Stéphane Dion (líder do Partido Liberal) não tem o direito de obter o poder sem uma eleição. O Governo deveria ser eleito pelos canadenses", expressou.

Harper anunciou a seguir que adiará de 1º a 8 de dezembro o dia em que os liberais podem apresentar sua moção de censura, o que lhe proporciona sete dias extra para tentar evitar a queda do Governo.

Enquanto isso, os três partidos da oposição continuavam hoje as negociações para uma possível coalizão. As negociações estão complicadas pelo fato de o Partido Liberal estar no meio do processo para escolher um novo líder, o que em princípio não ocorreria até 2 de maio do próximo ano. EFE jcr/db

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