Premiê britânico pode ter que devolver dinheiro gasto com faxineira

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, poderá ter que devolver parte de um dinheiro pago a uma faxineira que ele havia declarado em suas contas como gastos relacionados ao seu cargo. Brown também é acusado de ter usado dinheiro do contribuinte para pagar a conta de uma assinatura de um canal de esportes.

BBC Brasil |

Segundo informação obtida pelo repórter de política da BBC Iain Watson, é "muito provável" que o premiê tenha que devolver o dinheiro.

Desde maio, parlamentares britânicos vêm sendo investigados por irregularidades nas prestações de contas dos seus gabinetes - o escândalo dos reembolsos. Brown, que também é parlamentar, está entre os investigados.

Neste sábado, fontes do governo indicaram que "a maioria" dos parlamentares britânicos terá que justificar seus gastos ou devolver o dinheiro aos cofres públicos.

Faxineira
Em maio, foi revelado que Gordon Brown pagou 6.577 libras esterlinas (cerca de R$ 18 mil) ao seu irmão Andrew para que ele providenciasse uma faxineira para a sua residência parlamentar ao longo de 26 meses.

Na época, o governo divulgou que os irmãos usaram os serviços da faxineira em ambos os seus apartamentos. Andrew Brown pagou os salários da faxineira com dinheiro dado pelo primeiro-ministro, que declarou os gastos como oficiais e recebeu reembolso do governo.

Também foi revelado na época que Brown declarou duas vezes os gastos com um encanador em um intervalo de menos de seis meses e também recebeu reembolsos do governo. Na ocasião, no entanto, o escritório que cuida dos gastos parlamentares na Casa dos Comuns decidiu que o engano não foi intencional.

O escritório pediu desculpas por não ter percebido o erro e Brown teria devolvido o valor - estimado em 150 libras esterlinas (cerca de R$ 410).

Além de Brown, outros parlamentares foram acusados de gastos irregulares e até mesmo de fraudes fiscais.

Muitos estavam trocando de residência oficial durante o mandato, podendo assim reformar mais de uma casa com dinheiro público.

Depois da repercussão do caso, o governo indicou um auditor para investigar os gastos dos parlamentares. Segundo o jornal britânico Sunday Telegraph, até 325 parlamentares podem ser chamados a dar explicações sobre as suas contas.

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