Premiê britânico obtém apoio de parlamentares após admitir erros

LONDRES - O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, obteve na segunda-feira o apoio de parlamentares do seu Partido Trabalhista, depois de admitir erros e assumir a responsabilidade por uma semana de crise política.

Reuters |


AP
Brown chega à reunião
Brown chega à reunião
Falando a 350 parlamentares um dia depois de uma retumbante derrota do partido nas eleições europeias, Brown mostrou-se arrependido, mas disposto a lutar para permanecer no cargo, depois de perder seis ministros em uma semana, resultado do escândalo decorrente do uso de verbas parlamentares para gastos supérfluos. Vários dirigentes trabalhistas pediram o afastamento de Brown na última semana.

"Sei que preciso melhorar", disse Brown, segundo relato de um porta-voz. "Tenho minhas forças e também minhas fraquezas. Há algumas coisas que posso fazer bem, outras não tão bem. O problema se resolve não afastando-se dele, mas enfrentando-o e fazendo algo a respeito", disse ele, recebendo aplausos e bravos, segundo testemunhas.

O líder da bancada trabalhista, Tony Lloyd, disse que agora há pouca chance de que Brown deixe o cargo. "Não acredito que haja qualquer desafio a Gordon Brown dentro do nosso partido", afirmou à TV Sky News.

Outros participantes do evento, considerados críticos de Brown, disseram que o premiê foi "colocado em observação", sugerindo que por enquanto será preservado.

"Não vamos conseguir um quarto mandato se não acabarmos com essa especulação sobre a liderança", disse o secretário de Cultura dos trabalhistas, Ben Bradshaw, após a reunião de segunda-feira.

A frustração popular com os 12 anos de governo trabalhista se refletiu nos resultados das eleições locais da semana passada e das europeias do fim de semana, quando o ultradireitista Partido Nacional Britânico conquistou suas primeiras duas cadeiras no Parlamento continental.

Os trabalhistas ficaram com 15,7% dos votos, cerca de sete pontos percentuais atrás da sua votação na eleição europeia de 2004. O Partido da Independência do Reino Unido, anti-União Europeia, teve 16,5%, e o Partido Conservador, favorito nas próximas eleições gerais, ficou com 27,7.

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