Com a proximidade das eleições parlamentares na Grã-Bretanha - que ainda não foram convocadas, mas estão previstas para maio -, o primeiro-ministro, Gordon Brown, intensificou nesta quarta-feira o tom do seu discurso sobre imigração afirmando que futuros imigrantes ilegais não são bem-vindos no país.

A expectativa é de que o Partido Trabalhista de Brown enfrente nas eleições o desafio de superar, em algumas regiões britânicas, a força do Partido Nacional Britânico (BNP, na sigla em inglês), de extrema direita, que coloca o combate à imigração como uma de suas principais bandeiras.

Neste cenário, Brown pediu a formação de uma frente entre os principais partidos para combater a xenofobia. Mas ele também ressaltou a importância de ouvir as "necessidades e medos" dos eleitores.

"Para aqueles imigrantes que pensam que podem seguir adiante sem fazer uma contribuição, sem respeitar nosso estilo de vida, sem honrar os valores que fizeram da Grã-Bretanha o que ela é - eu tenho uma única mensagem - vocês não são bem-vindos", afirmou o premiê em um discurso.

Dura mensagem

David Cameron, líder do principal partido de oposição, o Conservador, disse estar "feliz que o primeiro-ministro tenha se convertido à causa do controle da imigração, mas as pessoas vão se perguntar o que ele andou fazendo nos últimos meses".

Os conservadores, que lideram as pesquisas de intenção de voto, prometem dar continuidade ao sistema de pontos criado pelos trabalhistas - que determina critérios que devem ser atingidos por imigrantes provenientes de países fora da União Europeia para poder ter o direito de trabalhar na Grã-Bretanha.

Entretanto, os conservadores prometem determinar um limite máximo no número de vistos de trabalho emitidos.

Em seu discurso, Brown buscou diferenciar a posição de partidos como o BNP e os principais partidos britânicos, os quais, segundo ele, concordam que a imigração é uma força positiva na sociedade britânica e uma contribuição necessária para o crescimento econômico.

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