Premiê britânico condena greve da British Airways

Por Keith Weir e Rhys Jones LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, condenou nesta segunda-feira a greve planejada de tripulantes da British Airways, colocando-se em choque com seus principais partidários sindicalistas semanas antes de uma eleição.

Reuters |

Brown, que luta para manter o domínio de 13 anos do Partido Trabalhista em eleições marcadas para 6 de maio, disse que a greve de sete dias é "injustificada e deplorável" e que deveria ser cancelada.

O sindicado Unido, que reivindica a paralisação, é o maior financiador do Partido Trabalhista, de Brown, e seu diretor político, Charlie Whelan, ex-porta-voz de Brown.

"É a época errada, é injusticada, é deplorável, não devemos ter uma guerra. Não é do interesse da empresa, não é (do interesse) dos funcionários e certamente não está no interesse nacional", disse Brown à rádio BBC.

"Espero que esta greve seja cancelada", disse em entrevista ao programa Woman's Hour.

A maioria dos tripulantes da British Airways planeja uma greve de três dia a partir de sábado, e uma paralisação de quatro dias a partir de 27 de março, pondo em risco os planos para a Páscoa de milhares de viajantes.

A BA disse nesta segunda-feira que estima transportar 45 mil clientes por dia durante a primeira paralisação, cerca de 60 por cento dos viajantes que compraram passagens para estes dias. As operações nos aeroportos de Heathrow e Gatwick devem ser as mais atingidas.

A empresa disse ainda que maioria dos voos previstos para a segunda greve seguirá planejada e que atualizará as informações após a primeira paralisação.

A BA treinou outros funcionários para assumir funções durante a greve e disse que alugará 22 aviões com tripulantes de empresas charter para ajudar a comandar os voos a partir de Heathrow.

(Reportagem adicional de Estelle Shirbon)

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